Dados recentes do Ministério da Educação (MEC), divulgados em maio de 2025, acendem um alerta para a implantação do Ensino em Tempo Integral em Minas Gerais. Dos 649 municípios mineiros que informaram ao governo federal a intenção de oferecer vagas no modelo integral, 374 ainda não declararam nenhuma matrícula, representando um grave entrave na política educacional estadual.
Segundo o levantamento, apenas 13,4% das 122.678 vagas previstas foram efetivamente registradas no sistema do MEC até o momento. A ausência de dados atualizados pode resultar na perda de recursos federais destinados ao custeio das atividades e infraestrutura das escolas que operariam no modelo integral.
O ensino em tempo integral é uma das principais estratégias do Plano Nacional de Educação (PNE) e da nova política de recomposição de aprendizagem, com foco na ampliação da jornada escolar, no desenvolvimento de competências socioemocionais e na redução das desigualdades educacionais. No entanto, a baixa adesão em Minas pode comprometer a expansão do programa e impactar diretamente milhares de estudantes.
Especialistas apontam que os desafios vão desde a falta de estrutura física nas escolas, passando pela escassez de profissionais capacitados, até a ausência de articulação entre estados e municípios para efetivar as matrículas dentro do prazo.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais ainda não se manifestou oficialmente sobre as medidas que pretende adotar para reverter o quadro. Enquanto isso, o MEC mantém o alerta: sem a formalização das matrículas, os repasses podem ser suspensos e as vagas planejadas ficar apenas no papel.
















