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Embaixador de Cuba acusa EUA e pede ajuda ao Canadá

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Embaixador de Cuba acusa EUA e pede ajuda ao Canadá

Embaixador de Cuba acusa EUA e pede ajuda ao Canadá. O representante cubano em Ottawa, Rodrigo Malmierca Diaz, afirmou a parlamentares canadenses que o bloqueio petrolífero imposto por Washington está “sufocando um povo inteiro” e provocando grave crise econômica e humanitária na ilha.

Embaixador de Cuba acusa EUA e pede ajuda ao Canadá

Falando à comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Comuns, Diaz declarou que a restrição de combustíveis prejudica “da distribuição de alimentos à educação e à saúde pública”. Segundo ele, o objetivo norte-americano seria gerar colapso interno e forçar mudança de regime em Havana.

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O embaixador elogiou a intenção do governo canadense de liberar um pacote de ajuda, mencionada mais cedo pela ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, e pelo ministro do Comércio, Dominic LeBlanc. “Agradeço muito a decisão do Canadá”, disse, sem revelar detalhes da ação esperada nos “próximos dias”.

Desde que o então presidente Donald Trump endureceu sanções e bloqueou embarques de petróleo venezuelano – principal fornecedor de Cuba –, a ilha enfrenta escassez de combustível. Outro parceiro, o México, também suspendeu envios após ameaças tarifárias de Washington, que classifica Cuba como “ameaça incomum e extraordinária” à segurança dos EUA.

Diaz contestou as acusações de que Havana abriga grupos terroristas ou bases de inteligência russas e chinesas, chamando-as de “campanha de mentiras”. Ele questionou a legalidade internacional das medidas norte-americanas, lembrando que “nenhuma potência tem direito de impor sua vontade a outra nação”.

A falta de combustível já levou à redução do horário escolar, racionamento de serviços e cortes no sistema elétrico. O principal aeroporto de Havana alertou sobre escassez de querosene, levando companhias aéreas a suspender voos e ameaçando o turismo – cada vez mais dependente de visitantes canadenses. Na saúde, o ministro José Ángel Portal Miranda relatou ao sistema das Nações Unidas que hospitais sofrem para transportar pacientes e manter equipamentos funcionando.

Alguns deputados tentaram questionar o histórico cubano de direitos humanos e prisões de opositores, mas a presidência da comissão considerou o tema fora da pauta sobre a crise humanitária. Ainda assim, Diaz admitiu que “não somos perfeitos” e negou envio de soldados cubanos à Ucrânia.

Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, em janeiro, Trump previu a queda iminente do governo cubano. O secretário de Estado Marco Rubio disse ao Senado que “gostaríamos de ver uma mudança”, mas negou intervenção direta.

No encerramento, Diaz instou Ottawa a liderar uma coalizão de “amigos de Cuba”, citando exemplos de ajuda mexicana, para impedir que a população “seja esmagada por sanções”.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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