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Durigan rebate EUA sobre Pix e critica possíveis tarifas

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Durigan rebate EUA sobre Pix e critica possíveis tarifas

Durigan rebate EUA sobre Pix nesta sexta-feira (3) ao contestar o relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que sugere aplicar sobretaxa de 25% a produtos brasileiros.

Entenda a disputa tarifária

O documento preliminar do USTR, divulgado em 1º de junho, acusa o Brasil de práticas ilegais no comércio digital, cita o Pix como obstáculo a empresas norte-americanas e aborda temas ambientais e de propriedade intelectual. Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as alegações “carecem de base técnica” e não justificam sanções.

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“Espero que prevaleça a racionalidade e essas tarifas não fiquem de pé”, afirmou Durigan ao portal g1.

Pix é infraestrutura aberta, diz governo

Durigan destacou que o Pix foi criado de forma colaborativa e está acessível a qualquer empresa ou pessoa que atue no país. Na quarta-feira (1º), o chanceler Mauro Vieira enviou resposta oficial ao USTR, reforçando que o sistema é público, de acesso não discriminatório e fomenta concorrência e inclusão financeira.

De acordo com o Itamaraty, o Pix “expandiu o mercado brasileiro de pagamentos digitais e abriu portas a provedores privados, inclusive dos EUA”.

Próximos passos na investigação

A apuração norte-americana segue em andamento. Na próxima segunda-feira (6), entidades do agronegócio brasileiro participarão de audiência em Washington para contestar a acusação de práticas desleais. A proposta de sobretaxa isenta grande parte dos produtos agropecuários, mas pode afetar bens industriais.

Mais detalhes sobre o processo podem ser consultados no site oficial do órgão americano USTR, responsável pela investigação.

Impacto potencial e estratégia do Brasil

Se confirmadas, as tarifas poderão onerar o comércio bilateral, estimado em cerca de US$ 100 bilhões anuais. O governo brasileiro pretende fortalecer o diálogo diplomático e evidenciar que a competitividade do Pix oferece condições igualitárias a fornecedores estrangeiros. “Qualquer empresa pode aderir e competir em pé de igualdade”, reiterou Durigan.

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Crédito da imagem: Estadão Conteúdo

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