Drones na Dinamarca: exército e OTAN reforçam vigilância
Drones na Dinamarca: exército e OTAN reforçam vigilância Drones na Dinamarca voltaram a ser detectados durante a madrugada de domingo (29), sobre diversas instalações das Forças Armadas, obrigando o governo a mobilizar recursos adicionais de segurança.
Drones na Dinamarca: exército e OTAN reforçam vigilância
Em nota, o Ministério da Defesa dinamarquês confirmou “várias capacidades operacionais” em ação após os novos avistamentos, mas não detalhou quantidade de aeronaves não tripuladas nem suas localizações. O episódio soma-se a uma série de movimentos não explicados que, na última semana, incluíram sobrevoos em cinco aeroportos do país e alimentaram preocupações quanto a uma possível escalada de agressão russa no norte da Europa.
Reunidos em Riga, na Letônia, dirigentes da OTAN anunciaram o reforço do monitoramento no Mar Báltico dentro da operação Baltic Sentry. Segundo o porta-voz do Comando Supremo Aliado na Europa, coronel Martin O’Donnell, serão empregados “novos ativos multidomínio”, com coordenação direta com Copenhague.
Às vésperas da Cúpula da União Europeia que será realizada na capital dinamarquesa, o Ministério dos Transportes proibiu todos os voos civis de drones entre segunda e sexta-feira. A medida, válida em todo o espaço aéreo nacional, prevê multa ou prisão de até dois anos para infratores. Ficam excluídos da restrição voos militares, policiais, de emergência e de saúde.
Para ampliar a defesa aérea, a fragata antiaérea alemã FSG Hamburg atracou no porto de Copenhague na tarde de domingo. O navio atuará no controle do espaço aéreo durante o encontro de líderes europeus. Além disso, Berlim disponibilizará sistemas C-sUAS — radares, sensores ópticos e acústicos voltados à detecção de pequenos drones — enquanto a Suécia já havia confirmado o empréstimo de capacidade antimísson.
Desde meados de setembro, centenas de relatos de cidadãos sobre aeronaves não identificadas foram encaminhados à polícia. O ministro da Justiça, Peter Hummelgaard, afirmou que os voos “buscam semear medo e divisão” e adiantou que o governo estuda autorizar proprietários de infraestrutura crítica a neutralizar drones hostis. Nem o gabinete da primeira-ministra nem o secretário-geral da OTAN descartam envolvimento russo; a embaixada de Moscou em Copenhague nega qualquer relação.
Imagem: Copenhagen Airt
As autoridades reiteram o apelo para que a população relate atividades suspeitas e reforçam que o espaço aéreo continuará sob vigilância intensificada enquanto persistirem os riscos.
Quer se manter informado sobre temas de segurança internacional? Visite nossa editoria de Brasil e acompanhe as atualizações.
Crédito da imagem: Global News















