Doubao 2.0: ByteDance aposta em agentes para liderar IA
Doubao 2.0: ByteDance aposta em agentes para liderar IA chega ao mercado como a nova cartada da controladora do TikTok para se manter na dianteira da inteligência artificial na China e no mundo.
Doubao 2.0: ByteDance aposta em agentes para liderar IA
A ByteDance anunciou neste sábado, 14, o Doubao 2.0, versão atualizada de seu chatbot que, segundo a empresa, inaugura a “era dos agentes”. Ao contrário dos assistentes tradicionais que apenas devolvem respostas, esses agentes são capacitados para executar tarefas complexas de forma autônoma, coordenando múltiplas etapas sem intervenção humana.
De acordo com comunicado oficial, a variante Pro do Doubao atinge níveis de raciocínio equivalentes ao GPT 5.2, da OpenAI, e ao Gemini 3 Pro, do Google, mas com um diferencial estratégico: o custo operacional foi reduzido em quase dez vezes. Essa economia é vista como essencial, já que demandas envolvendo grandes volumes de dados tendem a encarecer modelos generativos avançados.
A ofensiva ocorre na véspera do Ano Novo Lunar, momento em que usuários chineses costumam explorar novos serviços digitais. Fontes do mercado relataram à Reuters que a ByteDance não quer repetir o susto de 2023, quando a startup DeepSeek dominou os holofotes com um modelo de IA de baixo custo.
Na quinta-feira, a empresa já havia causado repercussão com o Seedance 2.0, gerador de vídeos que viralizou nas redes sociais locais, embora tenha sido criticado por suposto uso de obras protegidas por direitos autorais. Agora, a companhia mira consolidar um ecossistema completo de IA, integrando texto e imagem.
Segundo a consultoria QuestMobile, o Doubao é hoje o aplicativo de IA mais usado na China, somando 155 milhões de usuários ativos semanais em dezembro. O segundo colocado, DeepSeek, registra 81,6 milhões. A liderança, porém, vem sendo pressionada: no início de fevereiro o Alibaba injetou 3 bilhões de iuanes (cerca de R$ 2 bilhões) em cupons para promover o chatbot Qwen, fazendo sua base diária saltar de 7 milhões para 58 milhões de usuários.

Imagem: Mojahid Mottakin
A disputa ilustra a corrida por modelos generativos mais baratos e eficientes, tendência que deve intensificar a competição global pela supremacia em inteligência artificial.
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Crédito da imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock















