Domínguez critica preparação do Atlético e exalta rival
Domínguez critica preparação do Atlético e atribui a perda do título mineiro de 2024 à falta de concentração do elenco, ao mesmo tempo em que reconhece o investimento recente do Cruzeiro.
Domínguez critica preparação do Atlético
O técnico Eduardo Domínguez não poupou palavras ao explicar, na noite de domingo (8/3), por que o Atlético foi superado pelo Cruzeiro por 1 a 0 no Mineirão. Segundo o argentino, a equipe entrou em campo com intensidade aquém do exigido para um clássico decisivo, rompendo a sequência de seis conquistas estaduais consecutivas.
“Seguramente, a preparação deveria ter sido diferente no aspecto mental”, afirmou o treinador durante a entrevista coletiva pós-jogo. Ele ressaltou que a confiança acumulada pelos bons resultados recentes pode ter reduzido o senso de urgência do grupo. “Quando você vai bem muitas vezes, crê que só com isso alcança. É mentira, porque o outro vai fazer mais”, completou.
Domínguez citou ainda “grande quantidade e qualidade de jogadores” contratados pela Raposa nos últimos mercados, lembrando que o rival não media esforços para retomar o protagonismo. Ao expor a diferença de postura entre os times, o técnico destacou o número de infrações cometidas: “O rival cometeu 30 faltas, nós fizemos 10. Isso revela a agressividade deles”.
Apesar das críticas, o comandante assumiu responsabilidade igual à dos atletas. “Estamos todos no mesmo lugar, para que o Atlético possa crescer”, disse. Ele enfatizou a necessidade de trabalho árduo e autocrítica: “Não podemos colocar desculpas nem olhar para os lados. É preciso correr mais, ter disciplina e fome de vencer”.
O revés deixa o Atlético em situação delicada antes da quinta rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Na quarta-feira (11/3), às 19h, o clube recebe o Internacional na Arena MRV ocupando a 17ª colocação, com dois pontos somados em quatro jogos (dois empates e duas derrotas).

Imagem: Alexandre Guzanshe
A cobrança de Domínguez não é isolada. Especialistas, como analistas da UOL Esporte, apontam que a intensidade física e emocional tem sido fator decisivo em confrontos de alto nível no futebol brasileiro.
Resta saber se a bronca pública surtirá efeito imediato. Caso contrário, o Galo pode se complicar ainda mais na competição nacional e aumentar a pressão sobre elenco e comissão técnica.
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Crédito da imagem: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press















