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Dólar sobe a R$ 5,40 com fiscal no radar e Copom perto

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Dólar sobe a R$ 5,40 com fiscal no radar e Copom perto

Dólar sobe a R$ 5,40 com fiscal no radar e Copom perto marcou o fechamento desta terça (4), quando a moeda norte-americana avançou 0,77% e terminou a R$ 5,3989, acompanhando o fortalecimento global do dólar e a aversão ao risco.

Dólar sobe a R$ 5,40 com fiscal no radar e Copom perto

A alta refletiu dois vetores principais: a cautela fiscal no Brasil e a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne amanhã e tende a manter a Selic em 15% ao ano. Mesmo sob pressão, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os juros teriam de cair diante da melhora nas projeções de inflação.

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No Senado, a Comissão de Assuntos Econômicos adiou a votação do projeto que eleva a tributação de bets e fintechs, medida estimada para gerar até R$ 6,7 bilhões em 2028. Também foi postergada a análise da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. O duplo adiamento intensificou a percepção de atraso na consolidação fiscal e pesou sobre o real.

Externamente, o índice DXY subiu 0,35%, aos 100,225 pontos, apoiado na fraqueza da libra e em discursos duros de dirigentes do Federal Reserve sobre juros nos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, presidentes de grandes bancos de Wall Street alertaram para possível correção nos mercados, o que ampliou a busca por segurança.

Entre os dados domésticos, a produção industrial brasileira recuou 0,4% em setembro, reforçando o cenário de atividade fraca sob política monetária restritiva. Já no exterior, o prolongado shutdown nos EUA, que chegou ao 35º dia, trouxe preocupações adicionais sobre a trajetória fiscal norte-americana, mas não impediu a valorização do dólar.

Com esses fatores, operadores passaram a precificar maior prêmio de risco, levando a moeda a encostar em R$ 5,40. Analistas avaliam que a confirmação da Selic estável pode reduzir parte da pressão de curto prazo, mas o debate sobre a ancoragem fiscal seguirá central para o câmbio nas próximas semanas.

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Crédito da imagem: Pexels

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