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Dólar recua a R$ 5,02; petróleo alto sustenta real

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Dólar recua a R$ 5,02; petróleo alto sustenta real

Dólar recua a R$ 5,02; petróleo alto sustenta real na abertura de junho, com a valorização do barril Brent dando apoio à moeda brasileira e contrariando o avanço do índice DXY no exterior.

Dólar recua a R$ 5,02; petróleo alto sustenta real

O dólar à vista fechou esta segunda-feira (1º) cotado a R$ 5,0227, baixa de 0,40%. O movimento contrasta com a alta de 0,31% do DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis divisas fortes, a 99,215 pontos. O real foi impulsionado pelo salto de 4,24% do Brent para US$ 94,98 o barril, referência que beneficia países exportadores de petróleo.

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O cenário geopolítico continuou no centro das atenções. Após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã no fim de semana, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atingido uma base norte-americana. Houve momentos de volatilidade, com o câmbio anulando perdas quando a agência Tasnim noticiou corte de comunicação entre os dois países. Mais tarde, o presidente Donald Trump relatou conversas com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e indicou que as negociações com Teerã “prosseguiam em ritmo acelerado”.

Segundo analistas, a combinação de tensão no Oriente Médio e petróleo mais caro tende a fortalecer moedas de exportadores de commodities, enquanto pressiona divisas de importadores de energia. “O real se beneficiou dessa dinâmica, mesmo com o humor externo mais cauteloso”, avaliou um operador ouvido pelo mercado.

No front doméstico, o Boletim Focus trouxe a 12ª revisão seguida para cima na projeção do IPCA de 2026, que passou de 5,04% para 5,09%, superando o teto da meta de 4,5%. Para 2027 e 2028, as estimativas também subiram levemente, para 4,02% e 3,66%, respectivamente, reforçando preocupações sobre a trajetória de juros.

Pela manhã, pesquisa Real Time Big Data apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 38% das intenções de voto no primeiro turno, ante 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, Lula ampliaria a vantagem para 45% a 40%. O levantamento foi o primeiro após os EUA classificarem CV e PCC como organizações terroristas, medida que envolveu participação de Bolsonaro.

Para acompanhar os desdobramentos do petróleo e suas implicações no câmbio, confira a cobertura completa da Reuters sobre o Oriente Médio, fonte reconhecida pelo mercado.

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Crédito da imagem: Pexels

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