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Dólar hoje fecha a R$ 5,52 com Selic e eleições no radar

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Dólar hoje fecha a R$ 5,52 com Selic e eleições no radar

Dólar hoje fecha a R$ 5,52 com Selic e eleições no radar e registra variação de apenas 0,01%, refletindo a cautela dos investidores com a trajetória da taxa Selic, a disputa eleitoral de 2026 e a desaceleração da inflação nos Estados Unidos.

Dólar hoje fecha a R$ 5,52 com Selic e eleições no radar

Cenário doméstico mantém pressão cambial

Ao longo da sessão desta quinta-feira (18), o dólar à vista (USDBRL) alternou altas e baixas até encerrar a R$ 5,5237. O movimento acompanhou a elevação de 0,05% do Dollar Index (DXY), que alcançou 98,413 pontos às 17h.

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No Brasil, a reprecificação de riscos locais dominou as mesas de câmbio. A possibilidade de início do ciclo de afrouxamento monetário em 2026, somada às remessas sazonais para o exterior, manteve a divisa próxima do patamar de R$ 5,50. Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o noticiário político trouxe “alívio marginal” após sinalizar que a disputa presidencial segue em aberto.

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada pela manhã mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia 2026 com desaprovação superior à aprovação, mas ainda lidera as intenções de voto contra possíveis adversários. Declarações do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) em apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também entraram no radar.

No front macro, o Banco Central elevou a projeção de crescimento do PIB para 2,3% em 2025 e 1,6% em 2026, indicando que a inflação converge à meta de 3% apenas em 2028. Durante coletiva, o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, reafirmou que “não há decisão tomada” sobre os próximos passos da Selic.

Inflação mais branda nos EUA sustenta dólar

No exterior, o índice de preços ao consumidor americano (CPI) avançou 0,2% no período de setembro a novembro, enquanto o núcleo subiu 2,6% em 12 meses. O dado, abaixo do previsto, reforçou o viés de desinflação nos Estados Unidos e elevou para 26,6% a aposta de corte de 0,25 ponto percentual na reunião de janeiro do Federal Reserve.

De acordo com análise da CNBC, o Fed também considera o impacto das decisões do Banco Central Europeu, que manteve os juros em 2% e sustentou perspectiva mais favorável para a zona do euro, limitando a força do dólar no mercado global.

O que esperar a seguir

Analistas veem o patamar de R$ 5,50 como ponto de equilíbrio de curto prazo, mas alertam que novos indicadores de inflação, sinalizações do BC brasileiro e a evolução do quadro eleitoral podem ampliar a volatilidade.

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Crédito da imagem: Pexels

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