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Resumo
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Mitos e verdades: No Dia Mundial do Vegetarianismo (1º de outubro), a nutricionista Helga Lott explica que é totalmente possível manter uma alimentação vegetariana equilibrada e rica em proteínas.
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Substituição inteligente: A especialista alerta que não basta apenas retirar a carne do prato; é preciso planejar o cardápio com leguminosas, grãos, sementes e prestar atenção em nutrientes essenciais como ferro e vitamina B12.
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Equilíbrio e realidade: O texto reforça que a alimentação saudável deve respeitar as escolhas individuais, caber na rotina e contar com orientação profissional quando necessário.
Nutricionista Helga Lott explica que variedade e planejamento são fundamentais para garantir proteínas e outros nutrientes e reforça que uma alimentação saudável deve respeitar escolhas e necessidades individuais
Celebrado em 1º de outubro, o Dia Mundial do Vegetarianismo chama a atenção para um estilo de alimentação que vem ganhando espaço no prato de muitas pessoas. E, para quem ainda associa a retirada da carne à falta de proteínas ou a uma alimentação nutricionalmente incompleta, a nutricionista especialista em longevidade e bem-estar Helga Lott explica: é possível manter uma alimentação vegetariana equilibrada,
desde que as escolhas sejam feitas de maneira adequada.
“Escolher não consumir carne não significa abrir mão de proteína, muito menos de uma alimentação nutricionalmente adequada. Existem diversas fontes de proteína vegetal que podem fazer parte da rotina e contribuir para atender às necessidades do organismo”, explica Helga.
Feijões, lentilha, grão-de-bico, ervilha e alimentos derivados da soja, como tofu e tempeh, estão entre as opções que ajudam a compor a ingestão proteica.
Castanhas, sementes e cereais também podem contribuir para o aporte de proteínas ao longo do dia. Para os vegetarianos que consomem ovos, leite e derivados, esses alimentos também podem integrar a dieta.
A variedade é um ponto importante. Diferentes alimentos vegetais apresentam perfis distintos de aminoácidos e, por isso, manter uma alimentação variada ao longo do dia contribui para um aporte adequado de proteínas e aminoácidos essenciais. Leguminosas, oleaginosas, sementes, cereais e seus derivados podem fazer parte dessa composição.
Tirar a carne não é suficiente
Segundo Helga Lott, um dos principais cuidados ao adotar o vegetarianismo é evitar simplesmente retirar a carne das refeições sem pensar em como substituí-la nutricionalmente.
“Uma alimentação vegetariana bem planejada vai muito além de simplesmente tirar a carne do prato. É preciso pensar no que entra no lugar dela, observar a variedade dos alimentos, as quantidades e a distribuição das proteínas ao longo do dia”, destaca a nutricionista.
Além das proteínas, nutrientes como ferro, vitamina B12, cálcio, zinco e ômega-3 merecem atenção. A vitamina B12 exige cuidado especial, sobretudo nas dietas veganas, mas sua adequação também deve ser observada entre vegetarianos.
Como suas fontes alimentares confiáveis são predominantemente de origem animal ou alimentos fortificados, a suplementação pode ser necessária, de acordo com a avaliação individual e a orientação profissional.
Alimentação precisa funcionar na realidade
Mais do que seguir regras rígidas, Helga defende que a alimentação deve considerar rotina, preferências, necessidades nutricionais e diferentes fases da vida. Isso significa que não existe um único modelo alimentar adequado para todas as pessoas.
“Não existe uma única forma de comer bem. Uma alimentação adequada é aquela que respeita suas escolhas, atende às necessidades do seu corpo e consegue fazer sentido na sua rotina, porque alimentação saudável também precisa ser possível de sustentar na realidade”, afirma.
A orientação vale tanto para quem optou pelo vegetarianismo quanto para quem mantém alimentos de origem animal no cardápio. Em ambos os casos, variedade, qualidade dos alimentos e equilíbrio continuam sendo aspectos importantes na composição das refeições.
“Vegetariana ou não, uma boa alimentação passa por equilíbrio, variedade e individualização. E, quando necessário, pelo acompanhamento de um profissional, que pode avaliar as necessidades de cada pessoa e orientar as escolhas mais adequadas”, finaliza Helga Lott.
Na foto, a nutricionista Helga Lott
CRISTIANE MIRANDA
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