Resultado histórico do pisa 2025 aponta queda no desempenho dos países ricos
Os dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2025 indicam um cenário preocupante para a educação global. Pela primeira vez, os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registraram seu pior desempenho em leitura, matemática e ciências. Essa queda representa um marco negativo, interrompendo uma tendência de estabilidade ou leve progresso observada nas últimas avaliações.
O Pisa avalia estudantes de 15 anos em diversas nações, permitindo comparações globais que servem de termômetro para políticas públicas educacionais. Este resultado histórico sugere que, mesmo em economias desenvolvidas, os sistemas educacionais enfrentam dificuldades para se adaptar às demandas do século 21.
Brasil permanece estagnado e longe da média dos países da ocde
Enquanto o desempenho da OCDE caiu, o Brasil manteve uma trajetória praticamente estável, sem avanços significativos na última década. Apesar disso, a distância entre o país e a média dos países mais ricos continua grande, revelando um quadro de defasagem educacional persistente.
Essa estagnação reflete uma série de desafios estruturais que o Brasil enfrenta, como desigualdade no acesso à educação de qualidade, baixa valorização do professor e insuficiência de investimentos em infraestrutura escolar. A ausência de mudanças profundas limita a evolução dos resultados, que permanecem aquém do desejado para a inclusão e o desenvolvimento social.
Análise: impactos e caminhos para a educação brasileira e global
O declínio no desempenho dos países da OCDE, aliado à estagnação brasileira, evidencia que não apenas o investimento financeiro, mas também a inovação em práticas pedagógicas e políticas educacionais é fundamental. O mundo enfrenta mudanças rápidas, causadas pela tecnologia e pela globalização, exigindo que os sistemas educacionais sejam mais dinâmicos e inclusivos.
Para o Brasil, o desafio é ainda maior. A persistente desigualdade socioeconômica influencia diretamente os resultados escolares, e sem enfrentar essas disparidades, o progresso continuará limitado. Além disso, é urgente modernizar a formação de professores, qualificando-os para novas metodologias de ensino que estimulem o pensamento crítico e a criatividade dos estudantes.
“A educação não é um gasto, é o investimento mais seguro no futuro de um país.”
Países que conseguiram reverter quedas no Pisa apostaram em políticas integradas, envolvendo famílias, escolas e comunidades. A digitalização do ensino, combinada com a valorização dos profissionais da educação, também foi crucial para melhorar os indicadores.
O cenário atual impõe uma reflexão urgente sobre as prioridades governamentais e o papel da sociedade civil na construção de uma educação de qualidade para todos.
O que esperar para os próximos anos?
A análise dos resultados do Pisa 2025 deve servir como um alerta para gestores públicos e educadores no Brasil e no mundo. Os países da OCDE precisam repensar suas estratégias para evitar que a queda continue, enquanto o Brasil deve romper com a estagnação por meio de reformas estruturais e investimentos inteligentes.
Além disso, a cooperação internacional pode ser uma ferramenta valiosa para troca de experiências e adoção de boas práticas. O Brasil pode se beneficiar de parcerias que promovam inovação e inclusão no ensino.
É essencial que a educação volte a ser prioridade máxima, não apenas em discursos, mas na alocação de recursos e no planejamento de políticas públicas eficazes. Somente assim será possível garantir que as próximas gerações estejam preparadas para os desafios futuros.
Para entender mais sobre os desafios sociais que impactam o Brasil hoje, veja também nosso conteúdo sobre taxa média de recusa à doação de órgãos pelos familiares chega a 45% no brasil, que reflete questões de conscientização e cultura.
Referência: www.em.com.br
Revisado em 8 de setembro de 2026. Conteúdo revisado editorialmente antes da publicação.
Fontes consultadas: www.em.com.br
















