Desaparecimentos em Juiz de Fora batem recorde em 2025
Desaparecimentos em Juiz de Fora batem recorde em 2025 com 224 ocorrências registradas até 22 de setembro, o maior volume para o período desde o início do monitoramento da Polícia Civil, em 2019.
Desaparecimentos em Juiz de Fora batem recorde em 2025
Segundo o painel público da Polícia Civil de Minas Gerais, o número supera os 197 casos de 2023 e os 160 de 2024. No acumulado de sete anos, o município soma 1.852 registros, média de 0,75 desaparecimento por dia.
O caso mais recente que mobiliza a cidade é o de Marlene da Silva Santos, 71 anos, moradora do bairro Costa Carvalho. Desaparecida desde 5 de agosto, a idosa foi vista pela última vez em casa. Familiares e amigos percorrem hospitais, abrigos e ruas em busca de informações.
Em âmbito estadual, cerca de 25 pessoas desaparecem por dia em 2025, frente a 20 nos anos anteriores. Juiz de Fora ocupa a quinta posição em Minas, atrás de Belo Horizonte, Contagem, Uberlândia e Vespasiano. Abril foi o mês mais crítico, com 37 notificações.
Perfil das pessoas desaparecidas
O levantamento aponta que 61,16% das vítimas são homens. A escolaridade predominante é ensino fundamental incompleto (57 ocorrências), seguida por alfabetizados (48). Adolescentes de 12 a 17 anos lideram a estatística por faixa etária, com 63 registros, enquanto adultos de 31 a 40 anos somam 49 casos.
Entre os fatores relacionados aos sumiços, sofrimento mental aparece em 27 boletins, acompanhado por uso de drogas (24) e conflito intrafamiliar (24). Quase metade dos desaparecidos faz uso de bebida alcoólica (49,55%) e 41,52% recorre a substâncias entorpecentes.
Alerta Amber potencializa buscas por menores
Nas ocorrências que envolvem crianças e adolescentes em risco, a Polícia Civil aciona o Ministério da Justiça para ativar o sistema Alerta Amber, que difunde fotos e informações nas redes sociais em um raio de 160 km do local do desaparecimento.
Imagem: pessoal
Como registrar o desaparecimento
O delegado regional Bruno Wink dos Santos reforça que não é preciso esperar 24 horas para procurar a polícia. O familiar deve fornecer o máximo de detalhes: data, hora e local da última aparição, documentos, contatos, características físicas, foto recente e possíveis motivos do sumiço. Caso as diligências iniciais não tenham sucesso, a corporação pode coletar material biológico para inclusão em bancos genéticos.
Denúncias ou informações podem ser enviadas pelo site desaparecidos.policiacivil.mg.gov.br ou pelo telefone 0800 2828 197. Há ainda a Delegacia Virtual, que permite o registro on-line de ocorrências.
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Crédito da imagem: Arquivo pessoal















