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Desaparecimento de idoso em Lafaiete escancara fragilidade das redes de apoio a idosos no Brasil

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Conselheiro Lafaiete (MG), 17 de abril de 2025 –
No coração de Minas Gerais, uma família vive dias de angústia. Desde o último domingo, 14 de abril, Dimas José Nézio, 68 anos, está desaparecido. Natural de Ouro Preto e morador de Conselheiro Lafaiete, o idoso foi visto pela última vez por volta das 10h da manhã e, desde então, não há notícias de seu paradeiro.

O caso mobiliza moradores, redes sociais e a Polícia Militar, que atua nas buscas. Mas por trás do drama familiar está uma questão maior: o desaparecimento de idosos é um retrato da invisibilidade de uma geração que, muitas vezes, enfrenta o abandono silencioso — seja por fragilidade cognitiva, falta de acompanhamento médico ou ausência de políticas públicas eficazes.

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A família de Dimas faz o que pode: divulga fotos, percorre hospitais, postos de saúde, estradas e florestas. “Ele é lúcido, mas tem momentos de confusão. Saiu sem dizer para onde ia. Desde então, é como se tivesse evaporado”, relata Ana Cláudia Nézio, sobrinha do desaparecido. A dor da incerteza é latente, e o tempo, cruel.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais, só em 2024, mais de 1.800 pessoas com mais de 60 anos desapareceram no estado. A maioria dos casos está relacionada a doenças como Alzheimer, mas também há casos ligados à solidão, transtornos mentais e até violência doméstica.

“Não é só um desaparecimento. É o retrato de um país que ainda não aprendeu a cuidar de seus velhos”, afirma a assistente social Regina Toledo, especialista em gerontologia. Para ela, faltam sistemas de monitoramento, suporte emocional e até campanhas de conscientização sobre os riscos enfrentados por esse grupo.

Enquanto isso, Conselheiro Lafaiete segue mobilizada em torno do paradeiro de Dimas. O que todos esperam — com fé e ansiedade — é que ele seja encontrado são e salvo. Mas o episódio deixa uma pergunta urgente: quantos ‘Dimas’ ainda vão desaparecer até que olhemos com seriedade para a vulnerabilidade da velhice?

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