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Deputado retirado à força da Câmara após protesto

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Deputado retirado à força da Câmara após protesto

Deputado retirado à força da Câmara após protesto é o ponto central do episódio que marcou a tarde desta terça-feira (9), quando Glauber Braga (PSOL-RJ) foi removido da cadeira da Presidência do plenário por policiais legislativos após se recusar a encerrar uma ocupação de quase uma hora em contestação ao projeto de dosimetria.

Deputado retirado à força da Câmara após protesto

Braga assumia os trabalhos desde 15h30, mas, por volta das 17h30, lançou um discurso veemente contra a proposta que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro para pouco mais de dois anos. Ao anunciar que não deixaria o assento, a transmissão da TV Câmara foi suspensa e a segurança acionou o protocolo de esvaziamento do plenário, obrigando inclusive a saída de jornalistas.

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Sem a presença da imprensa, policiais legislativos aproximaram-se da Mesa Diretora e, conforme vídeos gravados por celulares e divulgados posteriormente em veículos como a Reuters, retiraram o parlamentar “literalmente à força”, segundo relato de testemunhas.

Reação de Glauber Braga

Do lado de fora, o deputado classificou a condução como “violenta e desnecessária”. “Com os golpistas que sequestraram a Mesa, sobrou docilidade; agora, com quem não entra no jogo deles, é porrada”, afirmou, lembrando a ocupação de agosto por aliados de Bolsonaro, que durou 48 horas sem represálias imediatas.

Braga também destacou que sua atitude visava “exercer o legítimo direito político de não aceitar como fato consumado uma anistia a golpistas”. O parlamentar enfrenta processo de cassação, cuja votação está marcada para quarta-feira, por ter empurrado e chutado um militante que o insultou nas dependências da Casa.

Posicionamento da Presidência da Câmara

Em publicação na rede X, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a obstrução: “Ao ocupar a cadeira de presidente para impedir o andamento dos trabalhos, Braga desrespeita a Casa”. Motta equiparou a postura do psolista ao “extremismo” que, segundo ele, “não tem lado”.

Motta reiterou que o projeto da dosimetria será votado ainda nesta semana. A proposta ajusta penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal a condenados por atos ligados à tentativa de golpe de Estado em 2023, beneficiando diretamente Bolsonaro.

Próximos passos

Após a remoção, a sessão foi retomada sob comando de Motta, mas sem definição sobre a nova data de votação do texto. Já a apreciação da cassação de Braga segue agendada para quarta-feira, prometendo novo embate no plenário.

O episódio desta terça reacende o debate sobre limites de protesto parlamentar e transparência dos trabalhos legislativos, sobretudo após a retirada forçada da imprensa do recinto.

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Crédito da imagem: Câmara dos Deputados

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