Denominação de Origem para vinhos de inverno do Sul de Minas
Denominação de Origem para vinhos de inverno do Sul de Minas é o foco de um novo projeto coordenado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), aprovado na chamada 08/2025 Compete Minas da Fapemig. A iniciativa pretende provar que os rótulos produzidos na região têm identidade própria, fruto de condições geográficas exclusivas, e registrá-los oficialmente no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI).
Etapas científicas garantem respaldo técnico
O trabalho, apresentado pelo Grupo Vitácea Brasil, reúne investigações sobre clima, solo, manejo de dupla poda, perfil aromático e composição química dos vinhos. A Epamig dará suporte metodológico à validação territorial e executará as microvinificações e análises básicas. Já a Embrapa Uva e Vinho ficará responsável por compostos fenólicos e avaliação sensorial, enquanto a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) mapearão clima e solo.
De Indicação Geográfica a Denominação de Origem
Os vinhos de inverno do Sul de Minas conquistaram em fevereiro de 2025 a Indicação Geográfica na modalidade Indicação de Procedência, que atualmente engloba dez municípios e sete vinícolas. Para avançar à Denominação de Origem, o INPI exige demonstração de que as características do produto derivam essencialmente do meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos. Essa comprovação é o cerne dos estudos em andamento.
Resultados esperados em 36 meses
Com vigência de três anos, o projeto já iniciou as primeiras vinificações na safra 2025. Conforme a enóloga da Epamig, Angélica Bender, a delimitação exata da área dependerá da uniformidade de solo e clima verificada pela pesquisa. Matheus Cassimiro, da Vitácea Brasil, reforça que a zona definitiva poderá diferir dos atuais limites da Indicação de Procedência.
Tecnologia da dupla poda impulsiona qualidade
Referência nacional, a Epamig desenvolveu a técnica de dupla poda da videira no Campo Experimental de Caldas. O procedimento, que desloca a colheita para o inverno — estação de menor pluviosidade e maior amplitude térmica —, favorece a concentração de açúcares e compostos aromáticos, elevando a qualidade dos vinhos finos da região.

Imagem: Internet
No encerramento do projeto, a equipe espera entregar ao INPI toda a documentação necessária para que os vinhos de inverno do Sul de Minas recebam o selo de Denominação de Origem, reforçando o valor agregado dos rótulos mineiros no mercado nacional e internacional.
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Crédito da imagem: Erasmo Pereira / Epamig
















