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DeepSeek V4 mira superar GPT e Claude na programação

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DeepSeek V4 mira superar GPT e Claude na programação

DeepSeek V4 mira superar GPT e Claude na programação, segundo antecipou o site The Information, com lançamento previsto para meados de fevereiro. O novo modelo da startup chinesa aposta em desempenho elevado e custos reduzidos para conquistar empresas que dependem de código complexo.

DeepSeek V4 mira superar GPT e Claude na programação

A DeepSeek traça um plano em duas frentes. De um lado, promete equiparar — ou ultrapassar — soluções do Vale do Silício, como o GPT da OpenAI e o Claude da Anthropic, especialmente em prompts extensos de desenvolvimento. De outro, mantém a tradição de eficiência de custo, alegando operar com fração do investimento empregado por gigantes norte-americanos.

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A estratégia repete a tática usada em janeiro com o modelo R1: aproveitar o período próximo ao Ano Novo Lunar para concentrar a atenção global. Desta vez, porém, a companhia prepara um salto estrutural. Enquanto o V3.2 trouxe ganhos pontuais em dezembro, o V4 é descrito como sucessor direto do núcleo da DeepSeek, preenchendo lacunas de raciocínio, memória e consistência de longo prazo.

Testes internos indicam que o sistema pode compilar trechos extensos de código, lidar com exceções e manter coerência em projetos grandes — gargalo para desenvolvedores e métrica cada vez mais usada para avaliar o “valor real” de uma IA no ambiente corporativo.

O impacto não é apenas técnico. Históricos de lançamentos da DeepSeek já provocaram volatilidade nas ações de fabricantes de chips, ao demonstrar que resultados robustos podem ser obtidos com menos hardware. Analistas de mercado temem repetição desse efeito quando o V4 chegar aos repositórios públicos.

Além da disputa de performance, a startup consolida presença no sul global. Relatório da Microsoft mostra adoção mundial de IA em 16,3%, mas com avanço quase duas vezes maior no norte desenvolvido. A DeepSeek aproveita essa lacuna: domina 89% do mercado chinês e exibe fatias relevantes em Belarus (56%), Cuba (49%) e Rússia (43%). Em países africanos e asiáticos, a expansão ocorre via aplicativos pré-instalados em smartphones de marcas como Huawei, transformando o chatbot em padrão de fábrica.

Especialistas apontam também um componente geopolítico. Ao liberar modelos de código aberto e ofertar versões gratuitas, a empresa oferece infraestrutura alternativa onde plataformas ocidentais sofrem restrições ou sanções. O movimento é visto como contrapeso ao ritmo mais lento de adoção na América do Norte e Europa, que ainda debatem riscos de privacidade e segurança.

Para acompanhar detalhes do estudo global de IA citado, veja o relatório publicado pela Microsoft.

O avanço do V4 será observado de perto por desenvolvedores e investidores. Caso as promessas se confirmem, a DeepSeek poderá redefinir o patamar de referência para modelos focados em programação, pressionando líderes consolidados a rever preços e arquitetura.

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Crédito da imagem: Tada Images/Shutterstock

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