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Deepfake: estudo mostra desafio em distinguir fotos reais

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Deepfake: estudo mostra desafio em distinguir fotos reais

Deepfake: estudo mostra desafio em distinguir fotos reais foi a principal conclusão de um levantamento conduzido por universidades do Reino Unido e de Israel, que testou a capacidade humana de reconhecer retratos autênticos em meio a imagens geradas por inteligência artificial.

Deepfake: estudo mostra desafio em distinguir fotos reais

Pesquisadores da Universidade de Swansea, Universidade de Lincoln e Universidade Ariel utilizaram os modelos ChatGPT e DALL-E para criar fotografias sintéticas de pessoas famosas e também de rostos fictícios. Em quatro experimentos controlados, voluntários de Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia receberam séries de imagens misturadas e precisaram apontar quais eram verdadeiras.

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Mesmo quando conheciam bem celebridades como Paul Rudd ou Olivia Wilde, os participantes tiveram dificuldade em identificar as manipulações digitais. Segundo o professor Jeremy Tree, do departamento de Psicologia da Universidade de Swansea, a familiaridade com o rosto ou o uso de fotos de comparação “ajudou pouco” na tarefa.

Um caso emblemático citado pelo estudo foi a fotografia do Papa Francisco usando um casaco estilizado no início de 2023, que circulou mundialmente antes de ser confirmada como montagem. Situações como essa ilustram como a IA pode favorecer campanhas de desinformação, criar falsas campanhas de apoio político ou impactar a credibilidade das investigações jornalísticas.

Embora empresas de tecnologia trabalhem em detectores automáticos, a comunidade científica alerta que, por enquanto, a checagem recai sobre o usuário final. “Precisamos urgentemente de novos métodos para reconhecer falsificações visuais”, reforça Tree.

Entidades independentes também soam o alerta. Em relatório recente, a revista científica Nature destacou a rapidez com que as ferramentas de geração de imagens avançam e como isso pressiona legisladores a atualizar normas de verificação digital.

No curto prazo, os pesquisadores recomendam uma postura crítica diante de imagens perfeitas demais e a busca por múltiplas fontes antes de compartilhar conteúdos sensíveis.

Quer saber mais sobre os impactos da inteligência artificial no cotidiano? Visite nossa seção de Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Reprodução/Redes Sociais

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