Cuca no Atlético vive pressão máxima e futuro incerto
Cuca no Atlético vive pressão máxima e futuro incerto. A sequência de derrotas, as falhas recorrentes em campo e a perda de confiança da torcida deixaram o técnico alvinegro a um passo da saída, decisão que pode ser oficializada já nesta sexta-feira (28/8).
Cuca no Atlético vive pressão máxima e futuro incerto
Desde a retomada do calendário nacional após o Mundial de Clubes, o Atlético somou oito derrotas, cinco vitórias e apenas um empate. O desempenho derrubou a equipe para a 12ª colocação do Brasileirão e transformou vitórias em mata-matas em meros alívios, quase sempre obtidos em disputas de pênaltis.
No recorte de 14 partidas pós-pausa, o time marcou só 12 gols, contraste gritante com o início da temporada, quando criava chances em abundância. A falta de dinâmica ofensiva faz o Galo recorrer à bola longa, sem aproveitar o potencial de atacantes como Hulk e Rony — este último, aliás, completou 14 jogos sem balançar as redes.
Os problemas não se limitam ao ataque. A saída de bola sob pressão resulta em erros frequentes, e a defesa sofre com bolas aéreas e espaços na entrada da área. O zagueiro Junior Alonso, por exemplo, falhou nos lances decisivos das derrotas para Grêmio e Cruzeiro, aumentando a insatisfação nas arquibancadas.
Cuca cobra reforços desde o início do ano. Em entrevista recente, reforçou a necessidade de um primeiro volante e de mais um zagueiro, pleitos que não chegaram a tempo. Enquanto isso, o investimento de R$ 44 milhões no atacante Júnior Santos ainda não se justifica: apenas dois gols e duas assistências em 26 partidas.
Na Arena MRV, a crise ficou exposta. Invicto por 17 jogos como mandante até fevereiro, o Atlético perdeu três de suas últimas seis apresentações em casa, duas delas em clássicos. O revés por 2 a 0 diante do Cruzeiro, quarta-feira, foi considerado a “gota d’água” pela diretoria.
Imagem: Alexandre Guzanshe
Veículos de alcance nacional, como o ge.globo.com, já apontam a tendência de troca no comando técnico, sinalizando que uma decisão é iminente.
Se confirmada a demissão, o Galo iniciará a quarta mudança de treinador em três temporadas, reflexo de um projeto que ainda busca estabilidade.
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Crédito da imagem: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press















