Home / ESPORTES / Cruzeiro atribui derrota no Mundial 1997 a ambiente pesado

Cruzeiro atribui derrota no Mundial 1997 a ambiente pesado

Advertisements
Advertisements

Cruzeiro atribui derrota no Mundial 1997 a ambiente pesado

Cruzeiro atribui derrota no Mundial 1997 a ambiente pesado é a conclusão do ex-atacante Marcelo Ramos, que responsabilizou o clima tenso entre elenco e técnico Nelsinho Baptista pela perda do título para o Borussia Dortmund, em 2 de dezembro de 1997, no Japão.

Troca de comando abalou o elenco campeão da Libertadores

Ao Charla Podcast, Ramos lembrou que a saída do técnico Paulo Autuori após a conquista da Libertadores e a chegada de Nelsinho Baptista desestabilizaram a equipe. O novo treinador adotou métodos que desagradaram jogadores experientes, como o zagueiro Gottardo, capitão do título continental.

Advertisements
Advertisements

Campanha irregular no Brasileiro evidenciou conflito

Com Nelsinho, o Cruzeiro no Mundial 1997 já vinha de um desempenho preocupante no Campeonato Brasileiro: apenas seis vitórias em 25 partidas e permanência na elite garantida só na última rodada, em empate contra o Santos. O atacante sustenta que não havia “corpo-mole”, mas sim dificuldades táticas impostas pelo comandante.

Reuniões e atritos antes da viagem ao Japão

Uma reunião entre atletas e técnico terminou sem acordo. Quando Gottardo tentou expor sugestões, ouviu que não atuaria mais. O episódio foi seguido por discussão nos vestiários de Avellaneda, após derrota para o Independiente na Supercopa, quando Baptista acusou o grupo de “mandar no clube”. O clima, define Marcelo Ramos, “ficou pesado”.

Reforços de última hora e mudanças de posição

Para o confronto com o Borussia, o presidente Zezé Perrella contratou Gonçalves, Donizete Pantera, Bebeto e Alberto. As alterações tiraram titulares da Libertadores: Marcelo Ramos e Elivélton começaram no banco, e o ponta acabou improvisado na lateral esquerda. “Poderíamos ter vencido se mantivéssemos o time campeão”, avaliou o artilheiro.

Derrota para o Borussia e legado de Marcelo Ramos

Em Tóquio, os alemães venceram por 2 a 0, gols de Michael Zorc e Heiko Herrlich. A ficha técnica registra Dida; Vitor, João Carlos, Gonçalves e Elivélton; Fabinho, Ricardinho, Cleisson e Palacios; Bebeto e Donizete como titulares da Raposa. De acordo com dados da FIFA, o resultado confirmou a força do Borussia, então campeão europeu.

Marcelo Ramos, sexto maior goleador da história cruzeirense, lamenta que o título mundial seja a única taça ausente em seu currículo, que inclui Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil. Para ele, a lição ficou clara: “Ambiente é tudo no futebol”.

Quer saber mais sobre bastidores e grandes decisões do esporte nacional? Visite a nossa editoria Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Masahide Tomikoshi/TOMIKOSHI PHOTOGRAPHY

Advertisements
Advertisements

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *