Cruzeiro admite vender jogadores e mira valorizar elenco
Cruzeiro admite vender jogadores e mira valorizar elenco para manter o fluxo de investimentos e a filosofia de clube autossustentável, afirmou o gerente de scouting Joaquim Pinto em entrevista à TV Cruzeiro.
Cruzeiro admite vender jogadores e mira valorizar elenco
O sucesso dentro de campo em 2025 — vice-líder do Campeonato Brasileiro e semifinalista da Copa do Brasil — elevou a cotação dos principais nomes celestes. Pinto reconheceu que o negócio de vendas é inevitável para qualquer equipe brasileira que deseje equilibrar receitas e despesas.
“Os clubes brasileiros sempre precisarão vender para sustentar a máquina que têm por trás. Se não houver vendas, dificilmente é possível manter o ritmo de contratações”, explicou o dirigente português, contratado a pedido do técnico Leonardo Jardim após passagem pelo Spartak Moscou e pelo Benfica.
O discurso converge com o do proprietário Pedro Lourenço. Em entrevista à CazéTV, o empresário minimizou o assédio europeu sobre o artilheiro Kaio Jorge, de 23 anos, goleador da Série A e da Copa do Brasil com 20 gols em 34 partidas. “Estamos tranquilos. Ele tem contrato até 2029, este ano não sai”, garantiu.
Comprado à Juventus por R$ 41,5 milhões em junho de 2024, Kaio é a segunda maior contratação da história celeste. O posto de maior investimento passou a ser de Keny Arroyo, equatoriano de 19 anos pelo qual o Cruzeiro desembolsou cerca de R$ 50 milhões ao Besiktas no início de setembro.
Além de Arroyo, chegaram em 2025 o lateral-direito Kauã Moraes (18 anos) por R$ 10 milhões, o volante Ryan Guilherme (22) por R$ 4,5 milhões e o atacante Luis Sinisterra (26) emprestado pelo Bournemouth. Todos se encaixam no perfil desejado pela diretoria: jovens com potencial de rendimento imediato e revenda futura.
“Quando precisarmos vender, teremos atletas capazes de cobrir o investimento feito. Mas não sairemos por qualquer preço”, ressaltou Pinto. A maior venda desde a transformação em Sociedade Anônima de Futebol, em 2021, foi a de Arthur Gomes, negociado com o Dínamo Moscou em 2024 por R$ 36 milhões mais bônus — mais que o dobro dos R$ 16 milhões pagos ao atleta em 2023.
Imagem: João Victor Pena
O modelo adotado pelo Cruzeiro segue a tendência vista em outras agremiações nacionais, como mostra reportagem do ge.globo.com sobre finanças dos clubes, na qual o giro de jogadores é apontado como principal fonte de receita recorrente.
Enquanto administra o mercado, a diretoria mantém o foco na busca por títulos. A meta, segundo Pinto, é “crescer dentro de casa e vender no momento certo”, sem comprometer o desempenho esportivo.
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Crédito da imagem: João Victor Pena/No Ataque















