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Crocheteira Si Duarte celebra ancestralidade em peças únicas

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Crocheteira Si Duarte celebra ancestralidade em peças únicas

Crocheteira Si Duarte celebra ancestralidade em peças únicas ao transformar fios em roupas e acessórios que unem tradição familiar, moda sustentável e empoderamento feminino, em Juiz de Fora.

Tradição familiar inspira carreira

Aprendendo o crochê aos 8 anos com a mãe e a bisavó, a juíza-forana Simone Duarte, de 40 anos, passou da curiosidade infantil — um biquíni laranja costurado à mão — à profissão que abraça hoje. A virada ocorreu durante o seguro-desemprego, quando descobriu a segunda gravidez. “Pensei: agora vou ter que dar meus pulos”, relembra. Foi então que confeccionou todo o enxoval da filha caçula, Maria Luiza, e decidiu viver da arte das agulhas.

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Moda sustentável e versátil

Si Duarte produz de cachecóis e casacos a biquínis, vestidos, bolsas e brincos, valorizando a durabilidade do crochê. “Uma peça bem cuidada pode durar até 50 anos”, afirma. O conceito dialoga com especialistas: de acordo com a Encyclopaedia Britannica, técnicas de crochê remontam à pré-história e seguem relevantes pela resistência do material.

Criatividade fora dos padrões

A crocheteira aposta em saias sem arremate e combinações de cores fortes com turbantes e batom vermelho. Recentemente, matriculou-se em um curso superior de Moda para aprofundar conhecimentos e levar sua perspectiva artesanal às passarelas. “Nós criamos a moda, não o contrário”, diz, defendendo peças que fujam de padrões estéticos.

Empreendedorismo e aprendizado

Além da habilidade manual, Si precisou dominar fotografia, marketing e finanças para gerir o negócio que hoje comercializa na Feira de Ogum e no Instagram. O maior desafio, conta, é surpreender cada cliente: “Quero que a mulher olhe o brinco e se sinta exclusiva”.

Oficinas que empoderam mulheres

Sustentando duas filhas — Maia, 16, e Maria Luiza, 8 —, a artesã ministra oficinas voltadas a mães solo que buscam renda extra e flexibilidade. “O crochê dá autonomia. Podemos construir um sonho com as próprias mãos”, destaca. A atividade ganhou novo fôlego após a morte da mãe, há quatro meses, vítima de câncer. “Quanto mais avanço, mais sinto que ela estaria feliz”, afirma, reforçando o desejo de perpetuar o saber ancestral.

Para acompanhar outras histórias de empreendedorismo criativo, visite nossa editoria de Cultura e continue informado.

Crédito da imagem: Arquivo pessoal

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