Crise no gol do Cruzeiro: de Jefferson a Matheus Cunha
Crise no gol do Cruzeiro: de Jefferson a Matheus Cunha volta a ser tema após as falhas recentes do jovem Matheus, revivendo um roteiro que persegue a camisa 1 celeste há mais de duas décadas.
Crise no gol do Cruzeiro: de Jefferson a Matheus Cunha
O histórico de instabilidade no gol começa em 2000, quando Luiz Felipe Scolari, sem titulares à disposição, apostou no adolescente Jefferson contra o Guarani. O início foi promissor, mas a sequência trouxe oscilações, lesões e a perda de espaço até sua saída em 2003, apesar do título da Copa Sul-Minas.
No mesmo período, Fabiano também sofreu desconfiança após levar um gol de falta de Juninho Pernambucano na Copa João Havelange, lance decisivo para a eliminação diante do Vasco. Em seguida, 2004 marcou a aposta em Artur após a venda de Gomes. Regular apenas em parte da temporada, o goleiro perdeu a posição com a chegada de Fábio um ano depois.
Mesmo ídolo, Fábio viveu seus próprios fantasmas: erros na Copa do Brasil de 2005, falhas em 2006 e o emblemático gol de costas de 2007, antes de se firmar e alcançar 976 jogos e cinco títulos de expressão.
Em 2007, o prata-da-casa Gatti alternou noites de vilão e herói no clássico com o Atlético. A defesa de pênalti que selou a vitória por 4 a 2 deu sobrevida ao arqueiro, mas a falta de regularidade encerrou sua passagem com apenas sete partidas.
Já Rafael Cabral, fundamental no acesso de 2022, viu a confiança ruir entre 2023 e 2024, culminando no erro decisivo diante do Alianza Petrolera pela Sul-Americana. Foram 121 jogos e 109 gols sofridos antes da saída em abril deste ano.
O enredo repete-se agora com Matheus Cunha. Titular após a grave lesão de Cássio, o goleiro foi vaiado contra o Bragantino e novamente questionado na derrota para a Universidad Católica, ambos lances considerados defensáveis pela torcida. Cunha afirmou “não haver o que fazer” nos gols chilenos, mas a pressão aumentou.

Imagem: Gustavo Aleixo
No banco, as promessas Otávio e Marcelo Heráclito, ambos de 20 anos, aguardam chances. O técnico Artur Jorge terá de decidir se mantém Cunha ou promove nova troca, cenário que lembra outras viradas de chave vividas pela Raposa.
Embora cada caso tenha desfecho distinto, a recorrente crise no gol do Cruzeiro evidencia a dificuldade do clube em estabilizar a posição. Como destacou o Globo Esporte, a pressão atinge tanto veteranos quanto jovens formados na base, exigindo respostas rápidas dentro de campo.
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Crédito da imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro















