CPI do Banco Master: Rollemberg entrega pedido com 201 apoios
CPI do Banco Master: Rollemberg entrega pedido com 201 apoios foi formalmente protocolada nesta segunda-feira (2) na Câmara dos Deputados, em Brasília. O autor, deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), superou o mínimo exigido e alcançou 201 assinaturas para instalar a comissão que pretende investigar suposto esquema de fraude financeira envolvendo o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB).
Fraude bilionária sob suspeita
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) quer apurar a criação de fundos fictícios, falsificação de contratos e montagem de ativos inexistentes que, de acordo com apurações preliminares da Polícia Federal, podem ter causado prejuízo superior a R$ 12,2 bilhões. Rollemberg sustenta que se trata de “um dos maiores e mais sofisticados esquemas de fraude financeira da história recente do país”.
Entre os pontos citados no requerimento estão o risco ao patrimônio público, impactos em fundos previdenciários de servidores e possíveis conexões político-financeiras. O parlamentar afirma que o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, é alvo central da investigação e defende “transparência imediata” sobre como o executivo teria avançado no mercado financeiro.
Composição e prazo da comissão
Se instalada, a CPI contará com 27 deputados titulares e 27 suplentes, com prazo inicial de 120 dias para concluir o relatório. O regimento da Casa prevê que pedidos anteriores não podem ser cancelados, o que pressiona a Mesa Diretora a deliberar sobre a criação do colegiado.
A iniciativa recebe apoio de parte da base governista, mas enfrenta resistência do líder do governo, José Guimarães (PT-CE). Enquanto isso, parlamentares da oposição articulam a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que incluiria senadores no processo de investigação.
Próximos passos e repercussão
Em publicação na rede X, Rollemberg reiterou: “Não existe desculpa. CPI do Master já”. Ele defende instalação imediata, alegando que cada dia de atraso amplia riscos ao erário. Especialistas apontam que, caso autorizada, a CPI deverá requerer documentos ao Banco Central e à Polícia Federal, além de convocar dirigentes do Banco Master e do BRB para depoimentos.

Imagem: Estadão Cteúdo
Desdobramentos judiciais também são esperados, pois eventuais indiciamentos podem impactar investidores e fundos de pensão ligados às instituições investigadas.
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