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Cortes na Selic em 2026 podem chegar a 3 pontos, diz BTG

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Cortes na Selic em 2026 podem chegar a 3 pontos, diz BTG

Cortes na Selic em 2026 podem chegar a 3 pontos, diz BTG segundo avaliação de Tiago Berriel, estrategista-chefe do BTG Pactual, que vê espaço para um afrouxamento monetário cauteloso ao longo do ano eleitoral.

Cortes na Selic em 2026 podem chegar a 3 pontos, diz BTG

O BTG Pactual projeta que a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, pode cair até 3 pontos percentuais em 2026, alcançando 12%. Em painel na CEO Conference 2026, Berriel explicou que o Copom tende a iniciar o ciclo já em março, provavelmente com redução de 0,50 ponto percentual, para “aprender” com a alta volatilidade típica de um ano eleitoral.

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Se o processo eleitoral transcorrer sem solavancos, o banco admite aceleração dos cortes, mas condiciona o movimento a quatro premissas: manutenção de política fiscal sem expansão adicional, ausência de aumento relevante de gastos, atividade econômica dentro das expectativas e câmbio estável. “Sem essas âncoras, o espaço desaparece”, alertou o estrategista.

Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG, reforçou que a trajetória da dívida pública permanece o principal obstáculo. Ele lembrou que as despesas federais cresceram 20% em quatro anos, impulsionando a inflação e mantendo o Brasil com “a maior taxa de juros do mundo”. O déficit nominal, estimado em 8,5% do PIB, supera o de economias como França, Reino Unido e Estados Unidos, que oscilam entre 5% e 6%.

Almeida defendeu ajuste fiscal concentrado no controle de gastos. Sem isso, disse, “não haverá espaço para reduzir juros e a dívida seguirá crescendo rapidamente”. A visão é corroborada por analistas internacionais; o IEA, por exemplo, aponta que choques fiscais costumam pressionar os custos de financiamento em mercados emergentes.

Além do cenário doméstico, o debate envolve a política monetária norte-americana. Eduardo Loyo, sócio do BTG, afirmou que o Federal Reserve deveria adotar postura mais hawkish para garantir a desinflação até a meta de 2% ao ano, o que limita o espaço para cortes nos EUA e, indiretamente, influencia as decisões do Banco Central brasileiro.

No curto prazo, o mercado monitora as próximas duas reuniões do Copom, consideradas decisivas para calibrar a velocidade do ciclo. “Cortar os primeiros 100 pontos base dará tempo para avaliar a incerteza eleitoral”, resumiu Berriel.

Quer acompanhar a evolução da Selic e os impactos na economia? Acesse nossa editoria e confira outras análises sobre política econômica.

Crédito da imagem: iStock/ Rmcarvalho

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