Corte da Selic: BofA prevê queda de 0,50 p.p. nesta semana
Corte da Selic: BofA prevê queda de 0,50 p.p. nesta semana é a aposta do Bank of America (BofA) para a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2026, marcada para esta quarta-feira, 28 de janeiro. Caso o prognóstico se confirme, a taxa básica de juros cairá de 15,00% para 14,50%, movimento que inauguraria um ciclo de flexibilização antes do que indica o consenso de mercado.
Corte da Selic: BofA prevê queda de 0,50 p.p. nesta semana
Os economistas David Beker, Natacha Perez e Gustavo Mendes defendem que já existe “espaço para uma recalibração cautelosa” da política monetária. Eles lembram que a Selic segue em patamar historicamente restritivo, enquanto as expectativas de inflação se aproximam da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
Desde o encontro anterior do Copom, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 4,50% em meados de novembro para 4,26% em dezembro. Apesar disso, a inflação de serviços continua pressionada: os chamados serviços essenciais avançam a ritmo anualizado de 5%. Mesmo assim, o BofA acredita que a combinação de câmbio mais firme e atividade econômica mais fraca permite um corte inicial de 0,50 ponto percentual.
A reunião desta semana também marca a mudança do horizonte de política monetária do segundo para o terceiro trimestre de 2027. Esse ajuste técnico tende a reduzir marginalmente as projeções de inflação do Banco Central – o BofA já trabalha com 3,1% para o novo horizonte, ante 3,2% calculados pela autoridade em dezembro. Para conferir dados oficiais, consulte o Banco Central do Brasil.
A instituição norte-americana ressalta, contudo, que qualquer afrouxamento deve vir acompanhado de comunicação “dependente dos dados”, afastando a possibilidade de cortes agressivos em sequência. O relatório projeta Selic em 11,25% ao fim de 2026, à medida que a inflação convirja para dentro do intervalo de tolerância.
O mercado doméstico, por sua vez, ainda espera manutenção da Selic nesta semana, embora reconheça que a melhora nos indicadores reforça o debate sobre o timing de início do ciclo de queda dos juros.

Imagem: Giovana Leal
No panorama delineado pelo BofA, um corte cauteloso agora deixaria a autoridade monetária em posição de ajustar o ritmo conforme a evolução dos preços e da atividade, evitando surpresas negativas na trajetória inflacionária.
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Crédito da imagem: Reuters/Ueslei Marcelino















