Corredor de umidade traz temporais ao Centro do Brasil
Corredor de umidade deve se estabelecer entre a Amazônia e o Sudeste a partir desta segunda-feira (19) e manter chuvas fortes até sexta-feira (23), segundo previsões meteorológicas.
Corredor de umidade traz temporais ao Centro do Brasil
O fenômeno, tecnicamente chamado de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), organiza uma extensa faixa de nuvens que transporta umidade da região Norte para o Sudeste. De acordo com especialistas, a formação é a segunda registrada em 2026 e pode concentrar volumes de 200 mm a 400 mm de precipitação em apenas cinco dias.
As áreas sob maior alerta são a Zona da Mata Mineira, o Vale do Rio Doce, o estado do Espírito Santo e o Norte Fluminense. Nesses locais, o montante de água previsto para toda a média histórica de janeiro pode cair em curto intervalo, elevando o risco de enchentes, alagamentos urbanos e deslizamentos de terra em encostas.
Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, a persistência da chuva em solo já saturado é a principal preocupação. Em entrevista publicada pelo G1, Pegorim lembra que a ZCAS é típica do verão brasileiro, período em que o calor intensifica a evaporação e alimenta o corredor de umidade.
A Defesa Civil recomenda evitar deslocamentos durante rajadas de vento, não trafegar por ruas alagadas, nem buscar abrigo sob árvores ou estruturas metálicas. Em caso de descargas elétricas, aparelhos ligados à tomada devem ser desligados. Populações próximas a córregos e rios devem ficar atentas a eventuais transbordamentos.
Autoridades locais mantêm equipes de monitoramento em atenção para acionar sirenes e orientar possíveis evacuações. Moradores de áreas de risco são aconselhados a preparar documentos, medicamentos e itens essenciais para saída rápida, além de acompanhar boletins oficiais.

Imagem: Rafa Neddermeyer
A tendência é que a intensidade das chuvas diminua no fim de semana, quando o corredor de umidade se desorganiza. Mesmo assim, a população deve seguir as orientações até que o solo volte a absorver parte da água acumulada.
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Crédito da imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil















