COP30: entenda formato e temas da conferência em Belém
COP30: entenda formato e temas da conferência em Belém abre na capital paraense entre 10 e 21 de novembro, reunindo delegados de 198 países para negociar novas ações contra o aquecimento global.
COP30: entenda formato e temas da conferência em Belém
A poucos meses do encontro oficial, Belém recebe nesta quinta (6) e sexta-feira (7) a Cúpula do Clima, considerada um aquecimento para a COP30. Sob comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chefes de Estado debatem três eixos centrais: Clima e Natureza, Transição Energética e o balanço dos dez anos do Acordo de Paris.
Além de preparar o terreno político, a reunião marca o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que pretende atrair investidores globais para financiar a proteção de biomas como a Amazônia. O anúncio reforça o papel do Brasil, anfitrião da histórica ECO-92, na construção de pactos climáticos internacionais.
A estrutura da conferência em novembro será dividida em três áreas. A Zona Azul, de acesso restrito, concentrará as negociações formais entre governos. A Zona Verde ficará aberta ao público, com exposições, debates e atividades culturais sem necessidade de credenciamento. Eventos paralelos, espalhados pela cidade, tratarão de desmatamento, energia limpa e justiça climática.
Nesta edição, as discussões também ocorrerão em quatro Círculos de Liderança:
- Balanço Ético Global, conduzido por António Guterres, Lula e Marina Silva;
- Círculo de Ministros de Finanças, com Fernando Haddad, que tentará viabilizar US$ 1,3 trilhão prometido na COP anterior;
- Círculo de Povos, liderado por Sonia Guajajara, dando protagonismo a indígenas e comunidades tradicionais;
- Círculo de Presidentes, formado por ex-líderes de COPs, para acelerar a implementação do Acordo de Paris.
Desde a primeira conferência climática, em 1995, em Berlim, as COPs buscam compromissos comuns porém diferenciados: todos devem reduzir emissões, mas países ricos precisam financiar a transição de nações em desenvolvimento. As expectativas agora recaem sobre a capital paraense, que pode transformar promessas históricas em ações concretas.

Imagem: Ricardo Stuckert
Segundo dados da UNFCCC, o planeta precisa cortar quase a metade das emissões até 2030 para preservar a meta de 1,5 °C. A agenda de Belém, portanto, será decisiva para definir metas mais ambiciosas e mecanismos de financiamento que viabilizem resultados mensuráveis.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/Presidência da República















