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COP30: Canadá chega ao Brasil para negociar clima global

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COP30: Canadá chega ao Brasil para negociar clima global

COP30: Canadá chega ao Brasil para negociar clima global abre nesta semana em Belém do Pará, onde negociadores canadenses tentarão impulsionar o financiamento climático e a adaptação a riscos ambientais, em meio a críticas sobre a política energética de Ottawa.

COP30: Canadá chega ao Brasil para negociar clima global

A 30ª Conferência das Partes da ONU marca o décimo aniversário do Acordo de Paris e, segundo o governo brasileiro, priorizará a implementação das metas já definidas. O Canadá assume papel de “construtor de pontes”, segundo fontes federais, disposto a defender o aumento do financiamento internacional para manter o aquecimento global dentro do limite de 1,5 °C.

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A delegação será chefiada pela ministra do Meio Ambiente, Julie Dabrusin, durante a primeira semana. O primeiro-ministro Mark Carney, ex-enviado especial da ONU para finanças climáticas, não participará devido a votos de confiança no orçamento em Ottawa. A ausência reforça a percepção de recuo no foco global sobre o clima: a reunião preparatória de chefes de Estado contou com metade do público obtido no ano passado e sem a presença de China, Estados Unidos e Índia, os três maiores emissores.

Entre os temas centrais está a adaptação. Negociadores pretendem concluir uma lista com cerca de 100 indicadores, que vão desde o acesso à água potável resiliente a secas até a proporção de recursos destinados a povos indígenas e pequenas ilhas. Ainda há divergências sobre como rastrear o fluxo financeiro necessário para transformar metas em realidade.

Outro ponto será o avanço do acordo fechado há dois anos para triplicar a capacidade de energia renovável até 2030 e acelerar a transição dos combustíveis fósseis, principal causa do aquecimento. Estima-se mobilizar pelo menos US$ 1,3 trilhão anuais em finanças climáticas até 2035, valor considerado crucial para países em desenvolvimento.

Apesar da postura diplomática, analistas contestam a credibilidade canadense. Organizações como a Indigenous Climate Action destacam a expansão do petróleo e gás e a indefinição sobre o limite de emissões do setor. O orçamento federal mais recente não detalhou o fortalecimento do preço do carbono industrial nem esclareceu o possível teto para o segmento fossilífero, fatores que, segundo críticos, minam a capacidade do país de cumprir as metas de 2030 e 2035.

Catherine Abreu, integrante de um conselho independente de assessores climáticos, espera que a COP30 pressione nações que ainda não enviaram seus Planos Nacionais Determinados (NDCs) atualizados — mais da metade das partes está em atraso. Ela, porém, vê sinais políticos de que “a maioria do mundo continua comprometida” com o processo multilateral.

Para acompanhar a programação oficial e documentos de negociação, consulte o site da UNFCCC, organismo de alta autoridade das Nações Unidas.

No encerramento da cúpula, negociadores pretendem apresentar um balanço do progresso desde Paris. Segundo a Agência Internacional de Energia, investimentos em energia limpa devem alcançar o dobro dos destinados a fósseis em 2024, mas combustíveis fósseis seguem respondendo por 60 % da matriz mundial. “Precisamos virar esse jogo rapidamente”, resume Abreu.

Quer entender como as decisões de Belém podem impactar políticas no país? Visite nossa seção Brasil e acompanhe as próximas análises sobre a COP30.

Crédito da imagem: Global News

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