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COP30 em Belém: Lula exige transição energética justa

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COP30 em Belém: Lula exige transição energética justa

COP30 em Belém: Lula exige transição energética justa foi aberta oficialmente nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, reunindo representantes das 198 partes do regime climático da ONU na capital paraense. Em seu discurso inaugural, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou medidas concretas para acelerar a transição energética e assegurou que as obras preparatórias deixarão legado permanente à população local.

Apelo por financiamento e fim dos fósseis

Lula comparou os US$ 1,3 trilhão necessários para enfrentar a crise do clima ao US$ 2,7 trilhões gastos em guerras em 2024, defendendo a realocação desses recursos. O chefe do Executivo voltou a propor um “mapa” que leve ao fim do uso do petróleo e criticou lideranças que ainda negam o aquecimento global. O pedido ecoa decisões recentes: na COP28, em Dubai, países concordaram em iniciar a redução de combustíveis fósseis; na COP29, em Baku, prometeram triplicar o financiamento anual a nações em desenvolvimento, elevando-o para US$ 300 bilhões — meta que ainda não saiu do papel.

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Entre as iniciativas brasileiras, destacou-se o Tropical Forests Forever Fund, mecanismo que destinará parte de seus rendimentos a países que preservam florestas tropicais. Noruega, Indonésia, Portugal, França, Países Baixos e Alemanha já anunciaram aportes, variando de US$ 1 milhão a US$ 3 bilhões.

Acordo de Paris em pauta

A COP30 marca os dez anos do Acordo de Paris, que fixa limites de 1,5 °C para o aumento da temperatura global. Porém, estudo recente da ONU indica que as atuais Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) só reduzirão 10% das emissões até 2035. O presidente da conferência, diplomata André Corrêa do Lago, lamentou o atraso no envio das metas: “Estamos analisando NDCs em 24 horas, o que não é ideal”.

Além de mitigação, delegações esperam aprovar indicadores da Meta Global de Adaptação. Especialistas elaboraram mais de 100 métricas cobrindo saúde, agricultura e saneamento, que agora serão avaliadas em Belém.

Justiça climática e desafios amazônicos

Lula ressaltou que “a Amazônia não é entidade abstrata” e que trazer a cúpula para seu coração impôs desafios logísticos comparáveis a “acabar com a poluição do planeta”. Citando o tornado que matou seis pessoas no Paraná e o furacão Melissa no Caribe, ele afirmou que “a mudança do clima já é tragédia do presente”.

Para analistas, a grande entrega em Belém poderá ser um cronograma global para eliminar combustíveis fósseis, caso o tema avance nas negociações. A CEO da conferência, Ana Toni, relembrou que, em Dubai, países concordaram em garantir transição “justa, ordenada e equitativa”.

Segundo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, qualquer decisão precisa de consenso unânime, regra que torna a busca por resultados ainda mais complexa.

No encerramento da abertura, o presidente conclamou os delegados: “Vamos mostrar que investir em clima é mais inteligente do que financiar destruição”.

Quer acompanhar cada etapa da conferência? Visite nossa seção BRASIL e fique por dentro de todas as atualizações da COP30.

Crédito da imagem: Bruno Peres/Agência Brasil

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