Convocação de Igor Thiago expõe realidade da base
Convocação de Igor Thiago para a Seleção Brasileira motivou o ex-zagueiro Léo, ídolo do Cruzeiro, a refletir sobre como o “hype” nas categorias de base pode estagnar carreiras, enquanto atletas discretos seguem evoluindo até alcançar o topo.
Alerta de Léo sobre o perigo do rótulo precoce
Em publicação nesta segunda-feira (6/4), Léo destacou que muitos jovens ouvem “você é especial” cedo demais e, acomodados, não confirmam o potencial. Segundo o comentarista, o percurso de Igor Thiago comprova que “nem sempre o mais falado vai chegar”. Para ele, o atacante “não se deslumbrou” e virou exemplo de que trabalho constante supera a badalação.
Trajetória de superação até o Cruzeiro
Nascido em Gama (DF), Igor Thiago foi recusado em vários testes e trabalhou como pedreiro antes de ganhar sua primeira chance no modesto Futebol Clube Verê, do Paraná, em 2018, aos 16 anos. Contratado pelo sub-20 do Cruzeiro no ano seguinte, subiu ao profissional em 2020 graças ao bom desempenho e à crise financeira celeste. Pela Raposa, disputou 64 jogos, marcou 10 gols e deu três assistências.
Carreira internacional e fase artilheira
No início de 2022, o Cruzeiro negociou o atacante com o Ludogorets, da Bulgária, por US$ 700 mil (cerca de R$ 3,6 mi à época). Depois de se destacar no país do Leste Europeu, transferiu-se ao Club Brugge, da Bélgica, e, na temporada 2024/25, chegou ao Brentford, da Premier League. Agora, com 19 gols em 31 partidas, é o vice-artilheiro do campeonato, atrás apenas de Erling Haaland, que soma 22.
Estreia na Seleção Brasileira de Ancelotti
As atuações chamaram a atenção de Carlo Ancelotti, que o convocou para os amistosos contra França e Croácia na última Data Fifa. Igor Thiago atuou 19 minutos na derrota por 2 × 1 para os franceses e, diante dos croatas, entrou por 24 minutos, marcou um gol e ajudou na vitória por 3 × 1.

Imagem: JULIO AGUILAR
Para Léo, a convocação “assusta” porque prova que “o futebol não deve nada ao seu talento” se o atleta parar na autocomplacência. Ele conclui que há espaço para quem “evolui em silêncio” e lembra: “Talvez o melhor jogador da sua geração seja o que menos recebeu atenção”.
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Crédito da imagem: JULIO AGUILAR/AFP















