Contratações no Canadá devem ficar contidas em 2025, diz BC
Contratações no Canadá devem permanecer limitadas ao longo dos próximos 12 meses, segundo o Business Outlook Survey do Banco do Canadá, que aponta a guerra comercial como principal freio ao mercado de trabalho.
Contratações no Canadá devem ficar contidas em 2025, diz BC
A sondagem relativa ao terceiro trimestre de 2025 mostra que grande parte das empresas adota uma postura de “esperar para ver”, evitando expandir operações ou abrir vagas. O Banco do Canadá relata que a maioria prevê demanda fraca por bens e serviços, desestimulando novos postos de trabalho.
“As intenções de contratação permanecem contidas. Poucas empresas planejam ampliar seus quadros nos próximos 12 meses”, resume o relatório. A instituição cita pressões de capacidade mínimas, incertezas sobre tarifas e consumo moderado como fatores decisivos.
Entre os reflexos da guerra comercial estão a redução nos gastos com renovações, viagens corporativas e eventos, além da expectativa de menor consumo das famílias, pressionadas pelo custo de vida. O setor de moradia, tradicional motor de serviços ligados a obras e desenvolvimento imobiliário, também apresenta perspectiva fraca.
Apesar de poucas demissões em massa estarem previstas, o estudo alerta para risco maior no segmento de alumínio e aço, impactado diretamente pelas tarifas dos Estados Unidos. Algumas exportações migraram para a Europa, mas as empresas consideram essa alternativa insustentável a longo prazo.
O relatório registra ainda que os salários devem avançar em média 2,3% nos próximos 12 meses, abaixo dos 2,9% verificados um ano antes. Já a taxa de desemprego subiu de 6,9% em junho para 7,1% em setembro, refletindo a adaptação das indústrias — sobretudo a manufatureira — ao novo cenário comercial.
Imagem: Ari Rabinovitch Global
Em meio às negociações em curso entre o primeiro-ministro Mark Carney e o presidente dos EUA Donald Trump para reduzir ou eliminar tarifas, empresas canadenses seguem cautelosas, preferindo manter o quadro atual a assumir novos custos.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















