Conselho de Segurança da ONU discute ataques a Irã
Conselho de Segurança da ONU discute ataques a Irã em sessão extraordinária marcada para as 17h (horário de Brasília) desta segunda-feira, poucas horas depois de Estados Unidos e Israel realizarem extensos bombardeios em território iraniano.
Conselho de Segurança da ONU discute ataques a Irã
De acordo com o Departamento de Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz da Organização das Nações Unidas, o briefing emergencial será conduzido pelo secretário-geral António Guterres sob o ponto da agenda “Situação no Oriente Médio”.
Em nota oficial, Guterres condenou “a escalada militar” e afirmou que “o uso da força por Estados Unidos e Israel contra o Irã, bem como a posterior retaliação iraniana, mina a paz e a segurança internacionais”, citando inconsistência com a Carta da ONU.
Fontes ouvidas pela agência Reuters relataram que o primeiro alvo dos ataques, na madrugada de sábado, foi a residência do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, no centro de Teerã. Khamenei, de 86 anos, não estava na capital e havia sido transferido para local seguro. Como resposta, Teerã lançou mísseis contra Israel, e explosões foram registradas nos vizinhos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar.
As demais potências permanentes do Conselho também se pronunciaram. A Rússia declarou que Washington e Tel Aviv “seguem um rumo perigoso” e classificou as ofensivas como “ato de agressão deliberado e não provocado contra um Estado soberano”. Já a China expressou “profunda preocupação”, pediu “cessar imediato das ações militares” e destacou a necessidade de diálogo para preservar a estabilidade regional.
Na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron avaliou a situação como “perigosa” e alertou para “graves consequências à paz”. O primeiro-ministro britânico Kier Starmer negou envolvimento de Londres, mas informou o reforço das defesas no Oriente Médio para proteger cidadãos e aliados, “em conformidade com o direito internacional”.

Imagem: Internet
Analistas diplomáticos ouvidos pelos veículos internacionais apontam que a convocação de hoje deve centrar-se na legalidade dos ataques e na possibilidade de novas sanções, enquanto organizações humanitárias reiteram apelos pela proteção de civis.
Segundo a Organização das Nações Unidas, relatórios preliminares sobre danos e vítimas ainda estão sendo compilados. O Irã havia advertido anteriormente que responderia militarmente a qualquer agressão externa.
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Crédito da imagem: Global News















