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Pequeno desmoronamento em encosta acelera evacuação total de perímetro classificado com nível máximo de perigo geológico
Em decorrência de um novo deslizamento de terra de proporções reduzidas registrado na manhã desta segunda-feira, 10 de agosto, a Defesa Civil de Congonhas determinou o bloqueio viário e a evacuação preventiva nas ruas Major Sabino e Feliciano Mendes, situadas no bairro Basílica. A medida estende a interdição a todos os imóveis dentro da zona delimitada de risco geológico-geotécnico — incluindo construções habitadas, desocupadas e locais com animais domésticos ou de criação.
O trecho afetado passa por monitoramento técnico contínuo e acumula histórico de instabilidade no solo, cujos episódios mais graves ganharam força a partir das intensas tempestades registradas entre 2021 e 2022. Desde esse período, o poder público municipal vem promovendo levantamentos topográficos, mapeamentos de campo, sondagens e avaliações de estabilidade no terreno.
No mês de abril deste ano, um laudo técnico assinado pela própria Defesa Civil enquadrou o perímetro compreendido entre as duas vias afetadas na categoria R4 – Risco Muito Alto. Esse é o patamar mais severo da escala de movimentos de massa, motivado por evidências visíveis de movimentação do terreno e fatores de segurança abaixo dos índices recomendados. A decisão de evacuar as moradias remanescentes nesta tarde busca zerar a exposição de moradores enquanto os projetos de infraestrutura não são finalizados.
Projeto de contenção conta com verba federal garantida
O plano de engenharia para a encosta já foi elaborado pela Prefeitura de Congonhas. A intervenção prevê a combinação de diferentes técnicas de contenção e drenagem profunda:
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Parte superior (Rua Feliciano Mendes): Implantação de cortina de estacas;
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Parte inferior (Rua Major Sabino): Instalação de cortina atirantada;
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Superfície da encosta: Aplicação de solo grampeado, reflorestamento, recomposição vegetal e rigoroso controle territorial para evitar reocupações.
Os recursos financeiros necessários para a execução das obras já foram formalizados via repasse do Governo Federal, e a liberação das verbas segue o cronograma de cumprimento de metas do município. A intervenção entre a Feliciano Mendes e a Major Sabino representa a primeira fase de um plano global que visa proteger tanto a comunidade local quanto o complexo do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, patrimônio de relevância histórica e religiosa.
Desapropriações, licitação e assistência social
Paralelamente às ações operacionais de campo, a gestão municipal dá andamento aos trâmites burocráticos. O processo administrativo de desapropriação e a avaliação imobiliária dos bens atingidos estão em curso, ao mesmo tempo em que avança a licitação para a contratação da empreiteira responsável pelas obras. O projeto arquitetônico e estrutural chegou a ser apresentado formalmente à população em março, durante reunião realizada no salão de confissões da Basílica.
Para prestar suporte assistencial aos afetados, foi criada uma comissão de trabalho social reunindo servidores municipais e lideranças locais. Os auxílios financeiros temporários — previstos na Lei Municipal nº 4.373/2026 e regulamentados pelo Decreto nº 8.301/2026 — já estão sendo liberados aos cidadãos que apresentaram a documentação exigida. O pacote indenizatório e assistencial contempla:
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Recursos para realocação temporária e complemento de aluguel;
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Cobertura para perda de renda e auxílio-mudança;
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Subvenção para reinstalação de estabelecimentos comerciais.
A Associação dos Moradores dos Bairros Basílica, Alto do Cruzeiro, Paschoal Vartuli e Recanto das Andorinhas (AMBAC) acompanha as tratativas entre a comunidade e a prefeitura. O monitoramento no local continuará sendo feito de forma ininterrupta pelas Secretarias de Obras e de Segurança Pública, em conjunto com a Defesa Civil, mantendo como prioridade a preservação de vidas enquanto durarem os processos de estabilização do solo.
















