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Como se preparar para a residência médica e manter o equilíbrio mental

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Dicas de quem passou pelo processo mostram que estratégia e autocuidado caminham juntos.

Minas Gerais – Março de 2026. Para milhares de recém-formados em Medicina, a residência médica representa muito mais do que uma etapa obrigatória da formação: é a concretização de anos de estudo intenso, rotinas exaustivas e expectativas familiares. É também um momento de dúvida, pressão e escolhas que podem definir toda a trajetória profissional.

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Dados do Painel da Educação da Saúde do Ministério da Educação (MEC) mostram que, no meio do ano passado, o país tinha 75.471 vagas de residência médica autorizadas, mas apenas 54.402 estavam ocupadas. Isso significa que mais de 21 mil vagas ficaram ociosas, uma taxa de 27,9% de não preenchimento. Em termos práticos, quase três em cada dez vagas de residência médica permaneceram vazias, exaltando a dificuldade e complexidade dos exames para residência médica no Brasil.

Para Laura Praxedes Firmino, aprovada Residência Médica do Hospital da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, um dos maiores desafios, que não diz respeito apenas à residência, mas ao curso de Medicina como um todo, foi a abdicação.

“Durante esse período, a vida não para. A gente deixa de encontrar pessoas, abre mão de momentos de lazer, e, se não tiver a cabeça no lugar, acaba sofrendo bastante com isso. Além do desgaste emocional, também existe o cansaço físico e mental, porque temos que conciliar as demandas do internato com a preparação para a residência. Eram muitas provas, muitos simulados, muitas questões, o que, por si só, já é bastante exaustivo. E quando você está longe da sua rede de apoio, tudo se torna ainda mais difícil”.

Formada em Medicina pela Afya São João Del Rei, Laura Firmino conseguiu aprovação na especialidade de Ginecologia e Obstetrícia, uma das especialidades mais concorridas do país. Ela se junta ao fenômeno histórico que vem trazendo mudanças no perfil da medicina brasileira. A pesquisa Demografia Médica no Brasil 2025 (DMB 2025) aponta que o país alcançou a média de 2,98 médicos por mil habitantes e pela primeira vez, as mulheres são maioria entre os médicos no Brasil, representando 50,9% do total, um crescimento de 10% em relação à edição de 2010. As projeções indicam que esse percentual pode chegar a 56% até 2035.

“O que mais me motivou a escolher a residência em Ginecologia e Obstetrícia foi a humanidade envolvida nessa especialidade. Acredito que essa é uma área que precisa de profissionais verdadeiramente humanos, porque lidamos com momentos muito frágeis da vida da mulher, mas também com momentos de extrema alegria. A Afya também esteve muito presente durante os seis anos da minha formação, com plataformas completas e fáceis de utilizar. Sempre que surgia alguma dúvida, era simples encontrar respostas e materiais de apoio. Além disso, o corpo docente da minha faculdade estava sempre muito disponível e disposto a ajudar”.

Dicas para novos médicos que buscam a residência

Preparar-se para a residência é algo intenso, cheio de desafios e decisões, e muitas vezes os candidatos não sabem por onde começar. Mas com foco, disciplina e pequenas estratégias, é possível tornar esse caminho mais organizado e menos desgastante. A recém residente, Laura Praxedes, lista algumas dicas para deixar esse caminho um pouco mais fácil:

  1. Tenha um local de estudo organizado e silencioso.

  2. Faça uma programação detalhada das aulas que vai assistir e das provas que pretende fazer.

  3. Reúna provas antigas das bancas que você pretende prestar, seja impressa ou digital, e simule o tempo real para resolver cada prova, garantindo melhor controle durante o exame.

  4. Pratique atividade física e tenha momentos de descontração, para manter corpo e mente equilibrados durante o período intenso.

  5. Conte com sua rede de apoio, mesmo à distância: amigos e familiares são fundamentais para motivação e suporte emocional.

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