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Commodities agrícolas disparam com guerra no Oriente Médio

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Commodities agrícolas disparam com guerra no Oriente Médio

Commodities agrícolas disparam com guerra no Oriente Médio é o alerta que ganha força entre analistas enquanto o conflito entre Estados Unidos e Irã encarece o petróleo e ameaça romper cadeias logísticas vitais para a produção de alimentos.

Commodities agrícolas disparam com guerra no Oriente Médio

Segundo Matheus Spiess, da Empiricus Research, o choque geopolítico apenas acelera um movimento considerado estrutural. Para ele, o enfraquecimento do dólar, o elevado endividamento dos EUA e a diversificação cambial global podem inaugurar um novo superciclo de matérias-primas, beneficiando exportadores como o Brasil.

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Tradicionalmente, dólar forte pressiona preços de commodities, mas Spiess projeta um caminho inverso nos próximos anos. “O câmbio pode voltar à média histórica, liberando espaço para altas consistentes em grãos, carnes e açúcar”, afirma.

O estopim imediato está nos fertilizantes. Na terça-feira (24), a Rússia suspendeu as exportações do insumo por 30 dias, priorizando o mercado interno. A decisão agrava gargalos criados pela tensão no Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um terço do comércio global desses produtos. No Brasil, 40% dos adubos entram por essa rota. O resultado já aparece na ureia, que subiu 50% desde o início da guerra.

Para Spiess, o encarecimento do fertilizante pressiona custos no campo e pode gerar inflação de alimentos no Ocidente, problema sensível para governos em ano eleitoral. “Ninguém quer lidar com a impopularidade de preços de comida em alta”, observa.

Há ainda o risco de danos à infraestrutura hídrica regional. Muitos países do Golfo dependem de usinas de dessalinização próximas ao Irã, segundo dados da FAO. Um ataque a essas instalações poderia desencadear crise humanitária ao limitar o acesso à água.

Diante do cenário, o analista defende exposição via empresas geradoras de caixa, menos voláteis que o ativo físico. Entre as alternativas, destaca o ETF CMDB11, que reúne companhias brasileiras de petróleo, mineração e agronegócio, com cerca de 40% da carteira em óleo e gás. “É uma maneira simples de capturar o ciclo de alta sem concentrar risco em um único produto”, diz.

Investidores também encontram oportunidades em exportadoras listadas na B3, favorecidas por preços internacionais e câmbio ainda elevado.

No curto prazo, a expectativa é de volatilidade enquanto Washington e Teerã buscam vantagem militar. Caso um cessar-fogo se confirme, parte do prêmio de risco pode ceder, mas a tendência estrutural de valorização das commodities agrícolas permanece no radar de casas de análise.

Quer entender como esses movimentos afetam outros setores? Confira nossa cobertura completa em Bombeiros e continue atualizado.

Crédito da imagem: Divulgação

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