Comitê Paralímpico Canadense cobra mais investimento
Comitê Paralímpico Canadense cobra mais investimento após a delegação terminar os Jogos de Inverno de Milão-Cortina com apenas três ouros, quatro pratas e oito bronzes, desempenho inferior ao de Pequim 2022.
Comitê Paralímpico Canadense cobra mais investimento
A diretora-executiva do Comitê Paralímpico Canadense (CPC), Karen O’Neill, reconheceu que o oitavo lugar no quadro de ouros e o sexto em medalhas totais (15 pódios) revelam um cenário diferente do registrado na China há dois anos, quando o país conquistou 25 medalhas, sendo oito de ouro, e ficou em terceiro lugar pela quarta Paralimpíada consecutiva.
Segundo O’Neill, acidentes, lesões e o retorno da Rússia — que somou oito ouros em 12 medalhas — aumentaram a competitividade. “Tivemos recorde de colocações entre os cinco e oito primeiros. O mundo está se aproximando do nosso nível”, afirmou.
Apesar do orgulho pelo trabalho dos atletas, a dirigente enfatizou que resultados consistentes exigem reforço financeiro. Ela lembrou que o orçamento central do sistema esportivo canadense está congelado há quase 18 anos, obrigando federações a “fazer mais com menos”.
“Precisamos ampliar o investimento governamental e corporativo se quisermos continuar competitivos no cenário mundial”, disse O’Neill, ecoando recente apelo do Comitê Olímpico Canadense. Recursos adicionais, explica, são vitais para custear viagens, treino de alto nível, contratação de técnicos e atualização de equipamentos.
No gelo e na neve italianos, a fundista Natalie Wilkie foi o principal destaque com quatro medalhas, duas delas de ouro. O curling em cadeira de rodas voltou ao topo do pódio após uma década, enquanto o esquiador Mark Arendz somou dois bronzes. A equipe de hóquei no gelo ficou com a prata, e o snowboarder Tyler Turner, campeão em 2022, garantiu bronze mesmo após colisão que levou à desclassificação do rival japonês Junta Kosuda.

Imagem: Internet
Para O’Neill, a emoção vista na comemoração do curling exemplifica o poder de união do esporte. “Como país, precisamos disso mais do que nunca. Nossos atletas são embaixadores extraordinários do Canadá”, concluiu.
Entenda mais sobre a importância do financiamento esportivo acessando a análise do Comitê Paralímpico Internacional.
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Crédito da imagem: Global News















