Cometa 3I/ATLAS: impacto na Terra seria devastador
Cometa 3I/ATLAS: impacto na Terra seria devastador é a conclusão de um novo modelo que calculou, pela primeira vez, como seriam as rotas de objetos interestelares caso um deles colidisse com o nosso planeta.
Cometa 3I/ATLAS: impacto na Terra seria devastador
O estudo, divulgado por pesquisadores de universidades norte-americanas, criou uma população virtual de 2,6 × 1010 corpos vindos de outros sistemas estelares. As simulações indicam que, no momento do choque, a velocidade mais provável seria de 72 km/s — muito superior à maioria dos meteoros típicos do Sistema Solar.
Ainda que a probabilidade de colisão do cometa 3I/ATLAS ou de qualquer visitante interestelar seja “muito, muito baixa”, a energia liberada por um fragmento pequeno já bastaria para produzir danos substanciais. Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram a trajetória de estrelas anãs M, as mais comuns da Via Láctea, e aplicaram os resultados às órbitas dos objetos simulados.
Os cálculos mostram que a focalização gravitacional é decisiva: a gravidade solar curva o caminho dos corpos mais lentos, duplicando a quantidade de potenciais impactos vindos de duas faixas específicas do céu — a direção do ápice solar (para onde o Sol se move na galáxia) e o próprio plano galáctico. Nessas regiões, a densidade de encontros chega a ser duas vezes maior.
O comportamento varia conforme a estação. Durante o inverno do Hemisfério Norte, a Terra aponta para o antápice galáctico, aumentando o tempo de exposição aos objetos capturados pela gravidade do Sol. Já na primavera boreal, o planeta “enfrenta” o fluxo que chega do ápice, elevando a velocidade relativa e, por consequência, a energia dos choques eventuais.
As simulações também revelam uma leve preferência por impactos em baixas latitudes, especialmente próximas à Linha do Equador, e um pequeno viés para o Hemisfério Norte, onde o ápice solar se posiciona acima do plano equatorial terrestre.

Imagem: gerada IA
Até agora, apenas três objetos interestelares foram identificados em passagem pelo Sistema Solar: 1I/’Oumuamua (2017), 2I/Borisov (2019) e o próprio 3I/ATLAS, esperado para 2025. Cada um apresentou velocidade, composição e comportamento distintos, reforçando que prever efeitos de uma colisão permanece um grande desafio. Mesmo assim, a nova pesquisa estabelece um mapa estatístico de onde e quando tais encontros seriam mais prováveis.
Segundo a NASA, entender essas dinâmicas é fundamental para aprimorar sistemas de vigilância e defesa planetária, ainda que um impacto real permaneça altamente improvável.
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Crédito da imagem: Imagem gerada por IA/Gemini















