Claro lucra R$ 510 milhões no 2º trimestre de 2026
Claro lucra R$ 510 milhões no 2º trimestre de 2026, mas o resultado líquido recuou 11,9% ante igual período de 2025, impactado pela piora do desempenho financeiro, apesar do avanço na receita operacional.
Claro lucra R$ 510 milhões no 2º trimestre de 2026
A operadora reportou lucro atribuível aos acionistas de R$ 510,1 milhões entre abril e junho. O declínio foi atribuído ao aumento das despesas financeiras líquidas, que somaram R$ 1,44 bilhão negativos, frente a R$ 1,08 bilhão negativos um ano antes. As receitas financeiras encolheram para R$ 546,3 milhões, enquanto as despesas permaneceram elevadas em R$ 1,98 bilhão.
A receita líquida somou R$ 13,48 bilhões, incremento de 5,1% na comparação anual, reforçado pelo crescimento de 5,8% nos serviços móveis. A companhia atribuiu o desempenho à liderança em portabilidade, à expansão do pós-pago e ao aumento de 1,9% no ARPU.
O EBITDA alcançou R$ 6,05 bilhões, alta de 4,6%, com margem de 44,9% praticamente estável. Segundo a Claro, o foco permanece em “crescimento sustentável de receita e EBITDA”.
No caixa, a empresa encerrou junho com R$ 240,4 milhões disponíveis e R$ 1,31 bilhão em aplicações. O capital circulante líquido ficou negativo em R$ 11,4 bilhões, mas a Claro destacou o suporte da controladora América Móvil e a geração de R$ 9,23 bilhões de caixa operacional no semestre, afastando dúvidas sobre continuidade.
Entre os destaques operacionais, a base móvel chegou a 92,3 milhões de usuários, dos quais 61,2 milhões no pós-pago, avanço de 8,7% em 12 meses. A companhia também contabilizou 23,8 milhões de clientes 5G, equivalente a 36% do mercado, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Imagem: Equipe Mey Times
Os custos de bens e serviços vendidos somaram R$ 7,53 bilhões, alta de 4,1%, enquanto as despesas operacionais cresceram para R$ 3,08 bilhões. Dentro desse bloco, as despesas com vendas atingiram R$ 2,45 bilhões e as gerais e administrativas, R$ 1,14 bilhão.
Ao longo do trimestre, a tele reforçou que o avanço do pós-pago foi impulsionado pela migração acelerada de clientes pré-pagos, movimento que tende a sustentar o aumento de receita média por usuário nos próximos trimestres.
Para mais análises sobre o setor de telecomunicações e os impactos dos resultados corporativos no mercado brasileiro, acesse nossa editoria de Brasil e continue acompanhando as atualizações.
Crédito da imagem: Pexels/Canva















