Chefe de gabinete de Starmer renuncia após caso Mandelson
Chefe de gabinete de Starmer renuncia depois de assumir a responsabilidade pela controversa nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, mesmo após revelações de vínculos com Jeffrey Epstein.
Chefe de gabinete de Starmer renuncia após caso Mandelson
Morgan McSweeney anunciou sua saída do governo neste domingo (14), afirmando que errou ao aconselhar o primeiro-ministro Keir Starmer a escolher Peter Mandelson, 72 anos, para o principal posto diplomático britânico em 2024. “A decisão foi equivocada. Ele prejudicou nosso partido, o país e a confiança na política”, afirmou em nota.
Documentos recentemente divulgados nos Estados Unidos indicam que, quando chefiava o Ministério do Comércio durante a crise financeira de 2008, Mandelson teria repassado informações sensíveis de mercado a Epstein, condenado por crimes sexuais. O governo Starmer promete publicar seus próprios e-mails para provar que o ex-ministro enganou autoridades durante o processo de indicação.
A pressão política aumentou ao longo da semana. Starmer pediu desculpas “por ter acreditado nas mentiras” de Mandelson, mas opositores exigem que ele também renuncie. Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, afirmou que o premiê “precisa responder pelos próprios erros de julgamento”.
A Polícia Metropolitana revistou na sexta-feira a residência de Mandelson em Londres e outro imóvel ligado a ele. O inquérito investiga possível má conduta em função pública; não há acusações de crimes sexuais até o momento. Entre as novas evidências, surgem pagamentos de US$ 75 mil feitos por Epstein em 2003 e 2004 a contas vinculadas a Mandelson ou a seu marido, Reinaldo Avila da Silva.

Imagem: Sylvia Hui The Associated
Mandelson, figura histórica do Partido Trabalhista, já renunciou duas vezes a cargos ministeriais por escândalos financeiros ou éticos. A atual crise reacende discussões sobre transparência na política britânica e fortalece o debate sobre como proteger postos estratégicos de influências externas. Especialistas lembram que nomes ligados a Epstein continuam repercutindo em várias democracias, como mostra reportagem da BBC.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















