Cessar-fogo Israel-Hamas entra na 2ª fase, diz Netanyahu
Cessar-fogo Israel-Hamas entra na 2ª fase será colocado em prática “muito em breve”, declarou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, condicionando o avanço à devolução, pelo Hamas, dos restos mortais do policial Ran Gvili, morto no ataque de 7 de outubro de 2023.
Cessar-fogo Israel-Hamas entra na 2ª fase
Em coletiva ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, Netanyahu afirmou que a segunda etapa do acordo, prevista para o fim do mês, contempla o desarmamento do Hamas e a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. O plano, elaborado pelos Estados Unidos, ainda prevê o envio de uma força internacional para garantir a segurança local e a formação de um governo palestino provisório, supervisionado por um conselho dirigido pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo o premiê, a conclusão da primeira fase depende da troca dos restos de Gvili por 15 corpos de palestinos mantidos por Israel. Um dirigente do Hamas disse à agência Associated Press que o grupo “está disposto a discutir o armazenamento ou deposição de armas” como parte do entendimento.
Tel Aviv acusa o Hamas de adiar a entrega, alegando que os corpos estariam sob escombros após dois anos de ofensiva israelense. Caso o repasse não ocorra, autoridades israelenses ameaçam retomar operações militares ou suspender ajuda humanitária.
Paralelamente, o chefe do Estado-Maior israelense, tenente-general Eyal Zamir, classificou a chamada “Linha Amarela” — que divide a maior parte de Gaza, sob controle de Israel, do restante do território — como “nova fronteira” defensiva.
Merz informou que a Alemanha colabora com a implementação da segunda fase, enviando diplomatas e oficiais a um centro de coordenação civil-militar no sul de Israel e encaminhando auxílio humanitário a Gaza. O chanceler reiterou apoio a uma solução de dois Estados, mas destacou que o reconhecimento de um Estado palestino só deve ocorrer no final do processo.

Imagem: Melanie Lidman and Kirsten Grieshaber
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 70.360 palestinos já morreram desde o início da ofensiva israelense. O órgão, ligado ao governo do Hamas, afirma que quase metade das vítimas são mulheres e crianças — números considerados confiáveis pela ONU e por veículos como a BBC.
Netanyahu, por sua vez, repetiu a oposição à criação de um Estado palestino, afirmando que isso “recompensaria o Hamas”. Ele também revelou que evita viajar ao exterior por temer um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















