Cessar-fogo com Irã é prorrogado por Trump até nova proposta
Cessar-fogo com Irã é prorrogado por Trump até nova proposta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (21) que a trégua militar com o Irã seguirá vigente até que Teerã apresente uma proposta unificada e as negociações sejam concluídas.
Cessar-fogo com Irã é prorrogado por Trump até nova proposta
Em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump relatou que a decisão de suspender novos ataques ocorreu após solicitação do marechal de campo paquistanês, Asim Munir, e do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Ambos pediram mais tempo para que diplomatas iranianos consolidem um documento de consenso a ser submetido a Washington.
Apesar da prorrogação do cessar-fogo, o republicano ressaltou que o Exército norte-americano manterá o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e nos principais portos iranianos, medida destinada a pressionar Teerã a avançar nas tratativas. A via marítima é responsável por cerca de um quinto do comércio global de petróleo, segundo a BBC, e qualquer restrição no corredor eleva a tensão nos mercados de energia.
Trump não definiu prazo final para a entrega da proposta, mas afirmou que “as discussões serão concluídas, de uma forma ou de outra”. Assessores do Conselho de Segurança Nacional indicam que ataques aéreos permanecem “prontos para execução”, caso o Irã descumpra o acordo informal.
No Congresso dos EUA, lideranças democratas pediram transparência sobre os termos da trégua, enquanto republicanos elogiaram a estratégia de “pressão máxima” combinada a uma janela diplomática. Em Teerã, a chancelaria confirmou o trabalho “intenso” para formular um texto que aborde sanções econômicas, limitação de armamentos e garantias de não agressão.

Imagem: Estadão Cteúdo
A extensão do cessar-fogo ocorre em meio a novas sanções impostas por Washington a fornecedores de armas iranianos e ao acirramento da crise humanitária na região. Analistas apontam que a continuidade do bloqueio marítimo poderá elevar o preço do barril de petróleo para além dos US$ 100, caso as conversas fracassem.
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Crédito da imagem: REUTERS/Jonathan Ernst
















