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Cessar-fogo em Gaza: palestinos voltam às ruínas

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Cessar-fogo em Gaza: palestinos voltam às ruínas

Cessar-fogo em Gaza mantém-se pelo segundo dia enquanto dezenas de milhares de palestinos regressam a bairros destruídos e 200 militares norte-americanos desembarcam em Israel para monitorar o acordo.

Retorno em meio aos escombros

Ruínas cobertas de poeira, edifícios partidos ao meio e moradores sem destino compõem o cenário de Gaza neste sábado ( 8 ). “Gaza está completamente destruída. Não sei onde viver”, lamentou Mahmoud al-Shandoghli ao caminhar pelas ruas de Gaza City. Crianças improvisam bandeiras nos prédios quebrados, simbolizando resistência após dois anos de conflito.

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Presença dos EUA sem “botas no chão”

Cerca de 200 militares dos Estados Unidos chegaram a Israel para formar um centro de coordenação que facilitará a entrada de assistência humanitária e oferecerá suporte logístico e de segurança ao cessar-fogo com o Hamas. O almirante Brad Cooper, comandante do CentCom, garantiu que “nenhuma bota norte-americana pisará em Gaza”. Segundo uma autoridade egípcia, o enviado Steve Witkoff reuniu-se com oficiais israelenses reforçando a aplicação da primeira fase do acordo.

Acesso a alimentos e cruzamentos de fronteira

Agências de ajuda pressionam Israel a reabrir mais passagens. A Organização das Nações Unidas informou que, a partir de domingo, entregas ampliadas de mantimentos serão autorizadas. O Programa Mundial de Alimentos planeja reativar 145 pontos de distribuição, bem acima dos quatro mantidos desde maio pela Fundação Humanitária de Gaza, apoiada por EUA e Israel. COGAT relatou a entrada de 500 caminhões na sexta-feira, mas 170 mil toneladas de alimentos ainda aguardam liberação em países vizinhos.

Para entender o impacto humanitário, relatório da ONU citou mais de 75 % das edificações de Gaza destruídas — um volume de destroços equivalente a 25 Torres Eiffel. A União Europeia e o Banco Mundial estimam em US$ 49 bilhões o dano total, incluindo US$ 16 bilhões apenas em habitação. Mais corpos seguem sendo retirados: 45 chegaram nas últimas 24 horas ao hospital Shifa, segundo um gerente que pediu anonimato.

Expectativa pela libertação de reféns

O Exército israelense prevê libertar 48 reféns na segunda-feira; o governo avalia que 20 estejam vivos. Em contrapartida, Israel libertará cerca de 250 palestinos condenados e 1.700 detidos sem acusação formal nos últimos dois anos. Famílias israelenses aguardam ansiosas em Tel Aviv: “Tudo está por um fio”, disse Maayan Eliasi na Praça dos Reféns.

Governança futura e riscos de retomada dos combates

Permanece incerto quem administrará Gaza quando as tropas israelenses recuarem gradualmente e se o Hamas entregará as armas, como previsto no acordo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a desmilitarização será alcançada “pelo caminho fácil ou difícil”. Desde 7 de outubro de 2023, o Ministério da Saúde de Gaza calcula 67 mil mortos e 170 mil feridos, números considerados mais confiáveis por analistas independentes.

Para mais detalhes sobre o conflito, a BBC mantém cobertura constante em https://www.bbc.com/portuguese/geral, reconhecida como fonte internacional de alta autoridade.

No Brasil, acompanhe análises jurídicas sobre crises internacionais na coluna do Dr. Rafael Silva Gomes em https://minasinforma.com/category/ e siga nossa editoria para atualizações diárias.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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