Cessar-fogo em Gaza pode libertar reféns em dias
Cessar-fogo em Gaza pode libertar reféns em dias é o centro de um acordo preliminar que será debatido por Israel e Hamas na segunda-feira, no Cairo. O plano, apoiado pelos Estados Unidos, prevê a suspensão imediata das hostilidades, seguida de uma troca de reféns e prisioneiros que pode começar em até 72 horas.
Cessar-fogo em Gaza pode libertar reféns em dias
O presidente norte-americano Donald Trump afirmou acreditar que o Hamas está disposto a firmar “uma paz duradoura” e exigiu que Israel interrompa os bombardeios a Gaza, alertando que “todas as apostas estarão canceladas” se o grupo não agir com rapidez. Em publicação nas redes sociais, Trump confirmou a aprovação inicial de Israel ao esboço do acordo e declarou que, após a confirmação do Hamas, o cessar-fogo entrará em vigor imediatamente.
Em vídeo divulgado na madrugada de sábado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse esperar “anunciar a libertação de todos os reféns nos próximos dias”. Segundo ele, na primeira fase o Hamas entregará os 48 reféns restantes — Israel acredita que 20 estejam vivos — enquanto as Forças de Defesa de Israel (IDF) manterão presença “profunda” em Gaza para garantir controle do território.
Pelo esboço, Israel libertará 250 palestinos condenados à prisão perpétua e mais 1.700 detidos desde o início do conflito, incluindo todas as mulheres e crianças. Para cada corpo de refém entregue, serão devolvidos 15 corpos de palestinos. O acordo também prevê o desarmamento do Hamas e a substituição gradual das tropas israelenses por uma força de segurança internacional, embora Netanyahu rejeite a retirada total.
A administração da Faixa seria colocada sob governança internacional supervisionada por Trump e pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, criando base para possível autodeterminação palestina, caso a Autoridade Palestina implemente reformas. Famílias de reféns israelenses classificaram o anúncio como “o momento mais próximo” de rever seus entes queridos e pediram que Washington mantenha a pressão, temendo sabotagem de extremistas.
Imagem: Prisha Dev Global News
Analistas apontam que o plano, se concretizado, encerraria um conflito que completa dois anos nesta terça-feira e já causou dezenas de milhares de mortes. A evolução das negociações será acompanhada por organismos internacionais, como destacou a BBC em sua cobertura.
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Crédito da imagem: Global News















