Centro de Reabilitação João Penido devolve autonomia
Centro de Reabilitação João Penido devolve autonomia a pacientes amputados ao ofertar próteses gratuitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Juiz de Fora.
Centro de Reabilitação João Penido devolve autonomia
Referência em reabilitação, o Centro de Reabilitação do Hospital Regional João Penido, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), distribui até 15 próteses e realiza cerca de dez revisões mensais, contemplando moradores da cidade e de toda a macrorregião.
Atendimento multiprofissional e personalizado
Logo na chegada, cada usuário é avaliado por um ortopedista e um angiologista, que confirmam a viabilidade do uso da prótese. Em seguida, uma equipe multidisciplinar – formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais – define o plano de reabilitação física e emocional.
Segundo o ortopedista Nacib Zanon Salim, o grupo analisa o nível da amputação, cicatrização, força muscular e possíveis comorbidades, garantindo segurança ao iniciar o processo. Já a fisioterapeuta Amanda Nathalia Guilarducci Amaral ressalta que o tratamento dura, em média, seis meses, podendo ser mais rápido em pacientes com menos de 30 anos. Durante esse período, são realizados exercícios de fortalecimento global, treino de equilíbrio, dessensibilização do coto e orientações sobre enfaixamento.
Exemplo de superação: a história de Kauê
Entre os beneficiados está o estudante Kauê Teixeira de Almeida, 17 anos. Após amputar a perna esquerda em 2022 devido a um tumor no joelho, o adolescente chegou ao centro no início de 2023. “Quando me falaram da prótese, enxerguei uma luz no fim do túnel”, recorda. Apenas alguns meses depois, ele retomou a rotina e voltou a praticar vôlei, sua grande paixão. “A prótese me deu uma segunda chance de viver normalmente”, afirma, elogiando o acolhimento da equipe.
Assistência completa além das próteses
O serviço também fornece órteses, bengalas, muletas, andadores, sapatos ortopédicos sob medida para portadores de pés neuropáticos e cadeiras de rodas comuns ou motorizadas. A iniciativa segue diretrizes do Ministério da Saúde para a reabilitação de pessoas com deficiência física, conforme destacado em publicação oficial do órgão (gov.br/saude).

Imagem: Internet
Finalizado o processo, o paciente recebe alta, mas mantém acompanhamento periódico para ajustes ou substituição do dispositivo, garantindo longa durabilidade e conforto.
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Crédito da imagem: Fhemig / Divulgação
















