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Censo 2022: maioria dos moradores de favelas vive sem bueiro

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Censo 2022: maioria dos moradores de favelas vive sem bueiro

Censo 2022: maioria dos moradores de favelas vive sem bueiro aponta que 16,3 milhões de brasileiros residem em trechos de ruas sem bocas de lobo, situação que agrava alagamentos e riscos sanitários nas periferias urbanas.

Censo 2022: maioria dos moradores de favelas vive sem bueiro

Divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o recorte do Censo 2022 mapeou 12.348 favelas ou comunidades urbanas distribuídas por 656 municípios. Esses territórios concentram 6,5 milhões de domicílios, equivalentes a 8,1% da população nacional.

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A ausência de bueiros atinge 50,2% dos moradores dessas áreas — o dobro do registrado fora delas. A Região Sudeste reúne 48,7% das comunidades, incluindo Paraisópolis (São Paulo) e Rocinha (Rio de Janeiro), onde a carência de drenagem pluvial torna enchentes mais frequentes.

Outros indicadores de infraestrutura também revelam desigualdades. O levantamento mostra que 96% dos habitantes de favelas vivem em ruas cujas calçadas apresentam obstáculos, ante 77,6% nas demais zonas urbanas. Já 21,7% dessas vias não têm pavimentação adequada, enquanto, fora das comunidades, esse percentual cai para 8,2%.

A circulação de veículos é limitada: 19,2% dos moradores só conseguem chegar em suas residências a pé, de bicicleta ou de moto. Nas demais áreas, esse índice é de apenas 1,4%. O acesso ao transporte público também é reduzido — somente 5,2% moram perto de pontos de ônibus ou vans, contra 12,1% fora das favelas.

No quesito iluminação, 91,1% dos moradores de favelas contam com luz pública, ainda abaixo dos 98,5% observados nos outros bairros. A arborização está presente em trechos onde vive 35,4% da população dessas comunidades, metade do índice registrado fora delas. A acessibilidade segue crítica: rampas para cadeirantes alcançam só 5% dos moradores e sinalização cicloviária, apenas 1%.

Os dados reforçam a necessidade de políticas urbanas que ampliem drenagem, pavimentação e mobilidade em áreas vulneráveis, reduzindo impactos de chuvas e facilitando a inclusão social.

Quer se aprofundar em temas de infraestrutura e direitos urbanos? Confira mais reportagens em nossa editoria de Brasil e acompanhe as atualizações.

Crédito da imagem: Estadão Conteúdo

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