Celular no banheiro eleva risco de hemorroidas em 46%
Celular no banheiro eleva risco de hemorroidas em 46% aponta pesquisa norte-americana que acompanhou 125 adultos submetidos a colonoscopia de rotina.
Celular no banheiro eleva risco de hemorroidas em 46%
Levar o smartphone para o vaso sanitário, hábito de 66% dos voluntários analisados, foi associado a um aumento de 46% na probabilidade de apresentar hemorroidas em comparação com quem evita o aparelho durante a evacuação. O estudo, publicado na revista científica Plos One, ajustou fatores clássicos de risco — idade, sexo, índice de massa corporal, prática de atividade física e ingestão de fibras — e mesmo assim confirmou a ligação entre tempo de permanência sentado e surgimento da doença hemorroidária.
Entre os usuários de celular, 37,3% permaneciam mais de cinco minutos no vaso, contra 7,1% dos que não levam o dispositivo. Segundo especialistas, ficar sentado por mais de dez minutos aumenta o esforço evacuatório, causa pressão sobre os vasos sanguíneos da região anal e favorece a dilatação que origina sangramento, dor e prolapsos.
Hemorroidas são veias normais que, quando dilatadas, provocam caroços e coceira. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia estima que metade da população vivenciará pelo menos uma crise ao longo da vida. Contudo, o tabu ainda afasta muitos pacientes dos consultórios, atrasando o diagnóstico clínico feito pelo toque retal ou, em casos específicos, pela colonoscopia.
De acordo com a coloproctologista Patrícia Romero Prete, gestação, constipação, dieta pobre em fibras, sedentarismo e histórico familiar continuam como causas principais. Agora, o tempo adicional no banheiro impulsionado pelo celular integra a lista. “O ideal é entrar no banheiro sem distrações e evacuar em até cinco minutos. Se não acontecer, levante-se e tente outra vez mais tarde”, recomenda.
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O tratamento varia conforme o grau da doença, indo de pomadas e mudanças de hábito a procedimentos cirúrgicos. Já a prevenção inclui controlar o peso, praticar exercícios, ingerir fibras e limitar alimentos gordurosos e condimentados. Informações detalhadas sobre causas e sintomas também podem ser consultadas no site da Mayo Clinic, referência internacional em saúde.
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