Celso Sabino enfrenta pressão e pode sair do Turismo
Celso Sabino enfrenta pressão e pode sair do Turismo. O ministro interrompeu compromissos no Pará e viajou às pressas a Brasília depois que o União Brasil deu 24 horas para que filiados entreguem cargos no governo federal.
Celso Sabino enfrenta pressão e pode sair do Turismo
Único integrante do primeiro escalão filiado ao União Brasil, Celso Sabino viu seu posto ficar ameaçado quando o presidente nacional do partido, Antonio Rueda, anunciou que a desobediência ao prazo será considerada infidelidade partidária. A sigla havia definido o fim do mês como limite, mas antecipou a data, aumentando a instabilidade.
Sabino estava em Belém desde quarta-feira (18) para abrir a Exposição Agropecuária de Marabá (Expoama) e receber a Medalha Alacid Nunes do Tribunal de Contas dos Municípios. Ambas as participações foram canceladas após o ministro embarcar para a capital federal, onde deve se reunir nesta sexta-feira (19) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de se pronunciar.
A ofensiva partidária ocorre no mesmo momento em que ganha força a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, batizada de PEC da Blindagem. De autoria de Sabino, o texto foi aprovado em dois turnos pela Câmara e segue para o Senado. A matéria altera regras de imunidade parlamentar, restabelece a votação secreta para autorizar processos criminais contra congressistas e estende o foro privilegiado a presidentes de partidos.
Críticos consideram a PEC um retrocesso na transparência, enquanto defensores afirmam que ela garante equilíbrio entre os poderes. O avanço da proposta, porém, intensificou a exposição política do ministro no Palácio do Planalto. Em análise publicada pela Agência Brasil, especialistas apontam que a coincidência entre a votação da emenda e o ultimato do União Brasil torna incerta a permanência de Sabino no governo.
Para ser promulgada, a PEC da Blindagem precisará do apoio de três quintos dos senadores em dois turnos. Caso receba ajustes, a matéria retornará à Câmara. Nos bastidores, líderes partidários avaliam que o Palácio do Planalto pode usar a votação no Senado como moeda de negociação para manter — ou substituir — o titular do Turismo.
Imagem: Divulgação
Até o momento, o Planalto não confirmou eventuais nomes para suceder Sabino. Fontes ouvidas em Brasília destacam que o presidente Lula pretende esgotar o diálogo com o União Brasil antes de tomar uma decisão definitiva, buscando preservar a base parlamentar sem abrir mão de governabilidade.
O impasse evidencia como a trajetória legislativa de Celso Sabino continua influenciando seu destino político, mesmo após a mudança para a Esplanada dos Ministérios. Enquanto aguarda a conversa com o presidente, o ministro permanece sob fortes holofotes, com futuro indefinido e dependente do desfecho das negociações partidárias e do andamento da PEC no Senado.
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Crédito da imagem: Divulgação/MTur















