Catar condena Israel em cúpula árabe após ataque em Doha
Catar condena Israel em cúpula árabe após ataque em Doha e exige punições internacionais, declarou neste domingo o primeiro-ministro e chanceler Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, ao abrir a reunião de ministros das Relações Exteriores de países árabes e muçulmanos na capital do emirado.
Catar condena Israel em cúpula árabe após ataque em Doha
O encontro, realizado a portas fechadas, antecede a cúpula de líderes dessas nações marcada para esta segunda-feira (15). Segundo Sheikh Mohammed, o Catar continua comprometido com os esforços de Egito e Estados Unidos para um cessar-fogo na guerra entre Israel e Hamas, mas defendeu que “chegou a hora de aplicar consequências pelos ataques israelenses no Oriente Médio”.
“É hora de a comunidade internacional parar de usar dois pesos e duas medidas e punir Israel por todos os crimes cometidos”, afirmou o premiê em vídeo divulgado pelo governo catariano após a sessão.
O posicionamento surge dias depois do bombardeio israelense em Doha, que mirou a liderança do Hamas. O episódio ampliou a tensão diplomática e motivou a busca de uma resposta unificada entre países árabes e de maioria muçulmana.
Até o momento, não houve reação oficial de Tel Aviv às declarações feitas no Catar. Israel concentra-se na visita do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que passa o fim de semana em Jerusalém para discutir a evolução do conflito.
Em publicação na rede social X, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu voltou a defender a ofensiva. “Os chefes terroristas do Hamas que vivem no Catar não se importam com o povo em Gaza. Eles bloquearam todas as tentativas de cessar-fogo para prolongar a guerra. Eliminá-los removerá o principal obstáculo para libertar nossos reféns e encerrar o conflito”, escreveu.
Imagem: The Staff The Canadian
Especialistas apontam que as críticas do Catar podem intensificar a pressão diplomática sobre Israel e ampliar a participação internacional nas negociações de paz. Segundo análise da agência Reuters, as divisões internas entre mediadores e o papel do Hamas no emirado são pontos-chave para destravar um acordo.
No encerramento da reunião desta segunda, espera-se que os chanceleres apresentem uma declaração conjunta pedindo sanções a Israel e reafirmando a necessidade de um cessar-fogo imediato em Gaza.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















