Caso Orelha: Hotel Majestic nega vínculo e denuncia ameaças
Caso Orelha: Hotel Majestic nega vínculo e denuncia ameaças. O Majestic Palace Hotel Florianópolis afirma sofrer linchamento virtual após ser erroneamente associado a um dos adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina.
Caso Orelha: Hotel Majestic nega vínculo e denuncia ameaças
Empresas de turismo, como a ERS Viagens e Turismo e a Tâmega Turismo e Seguros, encerraram parcerias com o Majestic Palace Hotel, a Rede Mar Canavieiras e o Al Mare Florianópolis. As agências justificaram o rompimento alegando incompatibilidade com princípios de respeito à vida animal depois que publicações online relacionaram a família proprietária do Majestic aos suspeitos do caso Orelha.
Em nota divulgada à imprensa, o diretor Rafael Daux enfatizou que “nossa família não possui qualquer vínculo com os investigados” e ressaltou que o hotel é pet friendly e mantém ações de adoção responsável. A Polícia Civil confirmou inexistência de parentesco entre os donos do empreendimento e os adolescentes.
Boicotes e linchamento digital
Segundo o hotel, mais de 300 mensagens de ameaça chegaram pelas redes sociais desde que a informação equivocada se espalhou. Estabelecimentos com nomes semelhantes, como o Majestic Rio Hotel, também se tornaram alvo de denúncias e ofensas. O Majestic anunciou medidas legais contra autores das postagens que fizeram a associação indevida.
O fenômeno de linchamento virtual não se restringiu a empresas. A juíza Ana Cristina Borba Alves, da Vara da Infância e Juventude de São José, recebeu milhares de comentários ofensivos após ter seu nome erroneamente vinculado ao processo. Famílias sem ligação com o episódio registraram boletins de ocorrência por ameaças e divulgação indevida de imagens de menores.
Investigação e reação política
A Polícia Civil investiga a participação de quatro adolescentes na agressão que levou à eutanásia de Orelha em 5 de janeiro. Por envolver menores, as identidades permanecem sob sigilo conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente. Enquanto isso, o governador Jorginho Mello sancionou a Lei nº 19.726, que cria a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário.

Imagem: Internet
No Senado, parlamentares como Humberto Costa e Fabiano Contarato defendem o endurecimento das penas para maus-tratos animais. A repercussão nacional reforçou o debate sobre desinformação online e responsabilidade das plataformas, tema abordado também em reportagem de O Globo.
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Crédito da imagem: Divulgação/Majestic Palace Hotel Florianópolis















