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Captura de Nicolás Maduro: aliados evitam condenar EUA

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Captura de Nicolás Maduro: aliados evitam condenar EUA

Captura de Nicolás Maduro: aliados evitam condenar EUA marcou o sábado ( ) com a notícia de que forças norte-americanas realizaram uma operação militar na Venezuela e detiveram o presidente venezuelano e sua esposa sob acusação de narco-terrorismo, ação classificada por especialistas como violação do direito internacional.

ONU vê precedente perigoso, mas aliados são comedidos

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou estar “profundamente preocupado” com o precedente aberto pelo uso da força contra a soberania venezuelana, citando o artigo 2 da Carta da ONU, que proíbe agressões contra a integridade territorial de Estados-membros. Seu porta-voz reforçou que “as regras do direito internacional não foram respeitadas”.

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Mesmo assim, pronunciamentos de governos tradicionalmente alinhados a Washington evitam críticas diretas. O Canadá pediu “contenção de todas as partes”, sem mencionar explicitamente os Estados Unidos. No Reino Unido, o primeiro-ministro Kier Starmer se negou a classificar a ação como ilegal durante entrevista. Já o presidente francês Emmanuel Macron condenou o regime chavista, mas silenciou sobre a ofensiva norte-americana.

Temor de retaliação de uma Casa Branca volátil

Para Jordi Díez, professor de ciência política da Universidade de Guelph, a cautela se explica pelo receio de retaliações da Casa Branca em frentes comerciais, como a revisão do acordo Canadá-EUA-México (CUSMA) prevista para este ano. “Dizer a palavra errada pode gerar reação imediata”, avaliou.

Arif Z. Lalani, pesquisador do Centre for International Governance Innovation, acrescenta que o cenário geopolítico se tornou “mais imprevisível” com a atitude unilateral de Washington. Ele alerta que a postura “pode ameaçar fundamentos de parcerias econômicas e de segurança” mantidas por Ottawa e outros aliados.

Doutrina Monroe renasce na retórica de Trump

Ao justificar a ação, o ex-presidente Donald Trump invocou a Doutrina Monroe, de 1823, alegando histórica oposição a interferências externas no hemisfério. Em tom provocativo, chamou o princípio de “Donroe Doctrine”, aludindo ao próprio sobrenome. Analistas apontam que a abordagem “o poder faz a lei” revive disputas de influência do século XIX e traz reflexos imediatos para América Latina, sobretudo Cuba e México, citados por Trump como próximos alvos no combate ao tráfico de drogas.

Segundo Luis van Isschot, historiador da Universidade de Toronto, “a captura de Maduro é uma ação ousada que fere a soberania venezuelana” e sinaliza disposição dos EUA de intervir onde julguem necessário.

Para entender os aspectos legais envolvidos, consulte a Carta da ONU, disponível no site oficial da organização (un.org).

No horizonte próximo, especialistas sugerem que países afetados busquem coordenação diplomática conjunta para responder à escalada de Washington.

Continue acompanhando a cobertura completa sobre política internacional na nossa editoria de Brasil e fique por dentro dos próximos desdobramentos.

Crédito da imagem: Global News

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